Mostrando postagens com marcador Filme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filme. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de agosto de 2011

Desmundo

Desmundo de Alain Fresnot

Sinopse: Brasil, por volta de 1570. Chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que lhe dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas “obrigações”, mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta.

Elenco: Simone Spoladore (Oribela)
Osmar Prado (Francisco de Albuquerque)
Caco Ciocler (Ximeno Dias)
Berta Zemei (Dona Branca)
Beatriz Segall (Dona Brites)
José Eduardo (Governador)
Débora Olivieri (Maria)
José Rubens Chachá (João Couto)
Cacá Rosset (Afonso Soares D'Aragão)
Giovanna Borghi (Bernardinha)
Laís Marques (Giralda)
Arrigo Barnabé (Músico)

Esse filme que é um raro caso de realismo histórico no cinema brasileiro, que ainda conta com Osmar Prado provavelmente na melhor interpretação da sua carreira, o cara tava em estado de graça.
O filme aborda uma questão linguística muito interessante, dá pra ver nitidamente a misureba de línguas que os portugas fizeram aqui quando chegaram pelo brasil. logo, misturou português com tupinambá com línguas crioulas e deu no que deu... dialetos nossos e etc, etc...



LINK OFF - MALDITO FBI

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Adaptações de quadrinhos para o cinema

Alan Moore, esse é o cara!
Na sabedoria popular, uma das categorias de maluco é o “louco de rasgar dinheiro”, um cidadão tão pancada que não dá a menor importância para opiniões, valores, ou seja, lá o que venha de outras pessoas.
Alan Moore, desenhista e roteirista britânico, é um dos artistas cujos roteiros de quadrinhos estão entre os mais requisitados na indústria do cinema. E também é o mais avesso às adaptações de quadrinhos no cinema, chegando a abrir mão de todos os direitos sobre as histórias só para não ter seu nome envolvido com as produções.

Seria Alan Moore um louco de rasgar dinheiro? 

Vejamos...

Moore nasceu em 18 de novembro de 1953, em Northampton num meio muito pobre, social e financeiramente. Aos 18 anos, desempregado e sem nenhum treinamento, resolveu começar um projeto de revista chamado Embry com alguns amigos o que o levou, em 1979 a trabalhar como cartunista numa revista de música. Decidiu que como desenhista tinha pouco talento, focando seus esforços em roteirização. Nesse período criou sua primeira e comentada série: V de Vingança.
Não demorou a executivos de grandes editoras, especialmente a DC Comics, perceberem um grande talento. Como Midas, Moore transformava em ouro tudo o que caia em suas mãos. E pelas suas mãos passaram O Monstro do Pântano, Superman, Lanterna Verde e finalmente Watchmen, considerada por muitos a melhor história em quadrinhos de todos os tempos.
A partir do renascimento dos filmes baseados em quadrinhos, não demorou para que o cinema batesse à porta de do roteirista. Agora, para tentar responder à questão da loucura, aqui vai a lista de filmes baseados em histórias desse grande artista, seguidos de citações do próprio sobre as adaptações. As conclusões ficam a cargo de vocês.

Do Inferno – From Hell, EUA (2001)

Na HQ, Alan Moore deu uma nova visão ao famoso caso de Jack, o Estripador. A produção não é ruim, na verdade, mas as adaptações feitas para as telas acabaram descaracterizando em muito o trabalho original. Vale ressaltar que o próprio Moore foi chamado pelos diretores Albert e Allen Hughes para uma conversa, o que parecia promissor. A quantidade de alterações nessa primeira adaptação à sério de um trabalho do autor deve ser a principal responsável por Moore torcer o nariz para toda e qualquer tentativa de levar um trabalho seu às telas.
A visão de Moore: "Não consegui passar dos primeiros 10 minutos e não tenho a intenção de fazê-lo. Simplesmente quero distância disso porque não foi uma adaptação fiel do meu trabalho."

A Liga Extraordinária – League of Extraordinary Gentleman, EUA (2003)

Fantástica história onde Moore imagina uma agência secreta do governo britânico que reúne nomes lendários como Alain Quatermain, Mina (de Drácula), Dorian Gray e o Dr. Jeckyll para lutar contra um gênio do crime que quer conquistar o planeta. O problema todo começa na escalação de Sean Connery para viver Quatermain. Nos quadrinhos, Quatermain é um mero coadjuvante. Connery EXIGE que o papel seja aumentado para que ele participe do filme. O resultado é que ele acaba virando protagonista, desvirtuando toda a história.
Uma pena, Moore realmente acreditava que esse roteiro tinha estrutura para virar filme.
A visão de Moore: "Houve tantos incidentes com esse filme que eu pensei que a melhor atitude a tomar seria recusar todo o dinheiro, repassá-lo ao desenhista e retirar meu nome dos créditos do filme. E isso se tornou constante."

V de Vingança – V for Vendetta, EUA (2006)

Os Wachowskis – diretores de Matrix – juraram de pés juntos que queriam fazer uma versão absolutamente fiel à história de Moore passada numa Inglaterra distópica, onde um rebelde mascarado dedica a vida a derrubar um governo fascista. Na verdade o resultado se aproxima bastante do original. Mas Moore, que já estava ressabiado, foi apunhalado pelas costas na questão de direitos autorais. Foi a pá de cal que faltava em sua opinião sobre adaptações para o cinema.
A visão de Moore: "Depois de repassar meu dinheiro ao artista, a DC e a Warner acharam de colocar meu nome nos créditos. Um de seus produtores ridículos, Joel Silver, anunciou uma mentira irritante de que eu estaria incrivelmente empolgado com o filme e que estava conversando com ele e com os Wachowskis. Foi o início de uma briga de quase um ano bastante chata. Depois, no fim do ano, eles me mandaram um papel dizendo que iriam tirar meus nomes dos créditos."

Watchmen – idem, EUA (2009)

Para muitos, a maior história em quadrinhos de todos os tempos. É extremamente complicado resumir em poucas linhas do que se trata a história pela quantidade impressionante de subtramas que compõe um riquíssimo universo. Basicamente é a história de um mundo à beira do colapso num futuro paralelo onde vigilantes mascarados – e suas consequências no mundo real – são parte do cotidiano.
O problema com a adaptação, citando Moore quando começou a se cogitar uma adaptação para o roteiro, é justamente a quantidade de microhistórias  absolutamente necessárias que compõe um universo maior. Moore abriu mão dos direitos sobre a história, não quis ver seu nome vinculado à produção, e não quis assistir nem ao trailer.
Uma curiosidade: o diretor Terry Gillian cogitou adaptar a história para o cinema ainda nos anos 80. Depois de conversar com Moore, Gillian abandonou o projeto.
A (extensa) visão de Moore:
"- Sobre Zack Snyder (diretor): Ele pode até ser um cara legal, mas o negócio é que ele fez 300. Não vi os últimos filmes de quadrinhos, mas particularmente não gostei da HQ 300. Tenho vários pontos a criticar, e tudo que ouvi ou vi sobre o filme parece ter incrementado as críticas, ao invés de reduzi-las: que é algo racista, que é homofóbico e, acima de tudo, totalmente idiota.
- Dave Gibbons me ligou, e é sempre bom conversar com Dave, mas ele compreende que não estou interessado em Watchmen. Ele perguntou se eu estaria interessado em ser mantido informado sobre o filme, e eu respondi que era sempre bom falar com ele, mas não estava interessado. Não sei muito sobre o filme. Sei que estão seguindo em frente. Não assistirei, obviamente.
- Há coisas que fizemos em Watchmen que só funcionariam em um gibi, e inclusive foram projetadas para mostrar coisas que outras mídias não conseguem.
- O que posso lhe dizer é que vou ficar cuspindo veneno por tudo [relacionado ao filme] nos próximos meses.
- Acho que o cinema na sua forma atual é muito prepotente. Ele nos dá comida na boca, o que dilui nossa imaginação cultural coletiva. É como se fôssemos passarinhos recém-saídos dos ovos olhando pra cima, com nossas bocas bem abertas, esperando que Hollywood nos alimente com um vômito de vermes. O filme de Watchmen parece mais vômito de vermes. Eu, pelo menos, cansei de vermes."

Para finalizar, Moore afirma ter aberto mão de pelo menos US$ 77 mil referentes a direitos de adaptação de seus roteiros para os cinemas. Essa quantia, vale dizer, é a que ficou sabendo. Quando abriu mão definitivamente dos seus direitos, Moore simplesmente desencanou de fazer as contas.  
Alguém aí se arrisca a dizer quanto dinheiro o roteirista já rasgou até hoje?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Anime Princesa Mononoke

Mononoke Hime, (em português Princesa Mononoke)

Japão, Era Muromachi. Aquele era um tempo de muitas mudanças, onde os homens ainda conviviam com feras e deuses. Mas a paz só duraria até um inevitável dia em que tudo seria posto abaixo e o homem mostraria do que era capaz. Um terrível demônio que possui o corpo de deus-Javali, estava deixando a floresta e se dirigindo ao vilarejo dos Emishi, um povo nobre cujo príncipe chama-se Ashitaka, ele é quem se encarregará de parar o terrível deus-Javali (na verdade um "Tatari Gami", ou "deus da Maldição") que estava a caminho de sua região, e com certeza iria destruí-la. Mas o resultado dessa batalha é que ele acaba recebendo uma maldição, posta pelo demônio pouco antes de morrer.

Condenado, Ashitaka decide deixar seu povo e segue para o oeste, em busca da cura para o seu problema.
Sem que ele soubesse, no oeste, os mineradores de ferro e os deuses-animais travam uma grande batalha. Do lado dos deuses-animais se encontra San (a princesa Mononoke), uma jovem garota que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobo. Seu ódio pelos humanos que querem destruir a floresta dos deuses é tão grande, que ela acaba esquecendo-se de sua própria humanidade. Mas sua vida muda quando ela conhece o jovem príncipe Ashitaka, que passa a amá-la.

As coisas não estão fáceis, já que os mineradores da aldeia liderada por Lady Eboshi só querem que sua terra seja um lugar bom e estável para se viver, e seria da floresta que eles retirariam as riquezas minerais, nem que para isso animais fossem mortos e árvores fossem derrubadas.
Ashitaka acaba tendo que ajudar San e os deuses-animais contra as intenções destrutivas do homem contra a natureza. Ele também descobrirá o verdadeiro motivo de ter sido amaldiçoado e sua missão naquela guerra.

Princesa Mononoke foi um grande sucesso mundial arrecadando cerca de US$158 milhões, além de ter conseguido inúmeras críticas positivas. Foi o filme com a maior bilheteria da historia no Japão até a estreia de Titanic. Considerado o maior anime da decada de 90, juntamente com Neon Genesis Evangelion.

Anime Princesa Mononoke
Tema: Aventura / FantasiaTamanho: 675MB
Formato: TVRip
Indioma: Japonês
Legenda: Português

LINK OFF - MALDITO FBI

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Alien e Anjos da Noite

O que deveria ser o reinício da franquia de Aliens no cinema acabou se tornando uma longa disputa entre o diretor Ridley Scott (responsável pelo primeiro filme, Aliens – O 8º Passageiro) e o estúdio Fox sobre censura e orçamento.

O roteiro estava quase pronto, escrito Jon Spaihts e revistado por Daemon Lindelof (de Lost) e a disputa entre diretor e estúdio recomeçou, desta vez sobre quem deveria estrear o longa. O diretor queria Naomi Rapace (que estará em Sherlock Holmes 2) e o estúdio queria uma atriz de renome, no caso Charlize Teron (Aeon Flux, Hancock).

Enquanto isso, os fãs dos alienígenas com sangue ácido, roiam as unhas aguardando notícias sobre o filme que traria de volta às telonas os monstros criados por H.R.Gigger. A tensão só aumentava enquanto alguns diziam que o filme mostraria as origens dos monstros e quem seria o misterioso “space jockey”, o piloto alienígena da nave onde a tripulação da Nostromo encontrou os primeiros ovos no filme que deu início à franquia.

Porém esta semana o site Deadline conversou com Ridley Scott que tratou de jogar um banho de água fria nos fãs. Segundo o diretor, o filme teria “evoluído” para algo diferente e não fará mais parte da mitologia “Alien”. Agora chamado Prometheus.

“Alien foi realmente o ponto de partida para este projeto, que acabou evoluindo para uma nova mitologia, um novo universo onde se passa esta história original. O verdadeiro fã vai reconhecer traços do DNA de Alien, mas as idéias abordadas no filme são originais, grandes e provocativas.”

Não se tem maiores detalhes sobre a trama, que se passaria 30 anos antes de O 8º Passageiro. O estúdio deverá anunciar o elenco em breve e o Boca do Inferno ficará de olho e trará mais notícias assim que conseguir entender o que aconteceu.

Prometheus estréia em 9 de Março de 2012.

Anjos da Noite 4

Segundo o site Bloody Disgusting, o quarto filme da franquia “Anjos da Noite” já tem um título em inglês: “UNDERWORLD NEW DAWN“, que é a confirmação de um rumor recente. As filmagens estão previstas para acontecerem em março, em Vancouver, com Kate Beckinsale retornando para o papel de Selene (nas notícias anteriores, a atriz chegou a dizer que faria apenas uma ponta, passando o bastão para que outra pessoa assumisse o comando da franquia). Mans Marlind e Bjorn Stein (Shelter) irão dirigir, com um lançamento previsto pela Screen Gems para 20 de janeiro de 2012.

Os filmes anteriores da saga foram: “Anjos da Noite” (2003), “Anjos da Noite – A Evolução” (2006) e “Anjos da Noite – A Rebelião” (2009).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Corra Lola, Corra

“A bola é redonda.
O jogo dura 90 minutos.
Isso é um fato.
Todo o resto é teoria.”
(Fala do guarda antes do filme propriamente dito começar)

“Corra Lola, Corra” é um filme inovador em todos os aspectos, pois rompe com os paradigmas e estereótipos característicos das produções alemães. Utilizando-se de um roteiro dinâmico e excelentes planos de filmagens, o filme adquire uma aparência “pop” com a utilização de animações em certas partes, tornando-se bastante atraente aos olhos dos espectadores, porém sem perder a profundidade e possibilitando uma pluralidade de interpretações.

Basicamente, o filme é dividido em três partes onde tudo gira em torno do mesmo acontecimento que é realizado de três diferentes maneiras. Tudo começa quando Lola (Interpretada por Franka Potente – uma das mais talentosas atrizes da nova geração germânica) recebe um telefonema desesperado de seu namorado Mani (Interpretado por Moritz Bleibtreu) que simplesmente precisa arranjar 200 mil marcos em apenas vinte minutos, por isso pede para que Lola arrume tal quantia e leve-a até seu encontro dentro do prazo estipulado. “Corra Lola, Corra” se trata de uma corrida contra o tempo, demonstrando a originalidade do roteiro que brinca com o livre-arbítrio e com as causalidades do cotidiano.

As corridas de Lola pela cidade são sempre embaladas por uma trilha sonora tecno, conferindo um tom de agilidade para as seqüências. Porém não vou cair no erro de forçar uma comparação entre essa pérola do novo cinema alemão com um mero video-clip da MTV, criados a serviço de uma cultura massificada com interesses mercadológicos, como muitos fazem.

Sucintamente, o filme poderia ser contado apenas deste modo. Porém ele aborda temas muito mais complexos do que uma simples corrida pelas ruas da Alemanha. É possível estabelecer uma conexão possível e bastante válida, se utilizando de um dos pensamentos mais complexos do filósofo germânico Nietzsche, para explicar as sucessivas vezes que Lola realiza a mesma cena, porém todas terminando de um modo diferente até que o objetivo da personagem seja alcançado.

O pensamento em questão é o “Eterno Retorno”, e um de seus aspectos diz respeito aos ciclos repetitivos da vida: Estamos sempre presos a um número limitado de fatos, que se repetiram no passado, ocorrem no presente e se repetirão no futuro. Pois considerando-se o tempo infinito e as combinações de forças conflitantes que formam cada instante finito, em algum momento futuro tudo se repetirá durante todo o infinito.

A pergunta chave para esse pensamento é: Amamos a nossa vida a ponto de querer repeti-la infinitamente? Revivendo de maneira repetitiva todas as dores, perdas, alegrias, frustrações e felicidades? Será que você é capaz de responder? Pois Lola respondeu, ela opta por viver infinitamente, modificando suas escolhas até alcançar o que deseja.

E não é apenas o curso do destino de Lola que é alterado, durante suas corridas ao esbarrar com meros transeuntes, uma seqüência de acontecimentos é revelada através de flashs bem rápidos e durante as três histórias esses acontecimentos se alteram, mostrando como o destino das pessoas é influenciado pelas escolhas de Lola.

Outro fato bem explorado pelo diretor é a questão do Deja Vú, pois mostra como Lola se lembra de acontecimentos que haviam acontecido em alguma parte das três histórias. (por exemplo: como destravar a arma, pois em uma história ela não sabia e na outra ela já destravara) Ela se lembrava de certos detalhes pois já havia vivenciado aquela situação ou alguma outra muito parecida.

“Corra Lola,Corra” mostra que além de ser um filme empolgante e uma grande aventura pelas ruas da Alemanha, traz à tona um pensamento filosófico que nos faz pensar sobre a nossa existência. E para ser melhor entendido, o filme deve ser assistido mais de uma vez.

sábado, 8 de agosto de 2009

Caos

Você conhece a Teoria do Caos? tudo está infinitamente interligado. Quentin Conners é um policial barra pesada que escapa da corregedoria após ser considerado suspeito de ter assassinado uma refém, na tentativa de matar o ladão armado.

Shane Dekker é seu novo parceiro e a primeira missão é perseguir um assaltante de bancos de alta tecnologia que conhece muito bem como funciona o departamento de polícia.


O jogo de gato e rato está só começando, até porque o ladrão quer Quentin Conners no caso. Como não cair em armadilhas quando não há rastro nem dinheiro aparentemente roubado?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

As Brumas de Avalon

LIVRO

As Brumas de Avalon (4 volumes) é um dos mais fantásticos épicos medievais alguma vez escrito, no qual Marion Zimmer Bradley recria as lendas arturianas, desta vez narrado através do olhar das mulheres que, por detrás do trono, governaram os próprios actos masculinos e foram as verdadeiras detentoras do poder.

Num universo paralelo à Grã-Bretanha celta, a enigmática ilha de Avalon é a guardiã dos grandes mistérios eternos e sagrados. E os que estão destinados a viver nos dois mundos são, passo a passo, confrontados com as antigas tradições ligadas à Natureza, e às suas forças obscuras, e à nova fé cristã que procura espalhar-se no território.

No centro de A Senhora da Magia, primeiro dos quatro volumes desta saga, está Morgaine, a meia-irmã de Arthur, que se encontra num processo de iniciação para se tornar Grã-Sacerdotisa de Avalon. O seu grande objectivo é afastar a Bretanha da nova religião que encara a mulher como portadora do pecado original, ao mesmo tempo que desenvolve todos os esforços para colocar o seu meio-irmão no poder, como símbolo e líder da Bretanha unificada, sob a égide de Avalon e da Espada Mágica, Excalibur.

Num ambiente verdadeiramente mágico de paganismo, cristianismo, rituais mágicos e visões, sensualidade e realidade, A Senhora da Magia introduz-nos no mundo lendário do Rei Arthur, dos Cavaleiros da Távola Redonda e das Cruzadas. É o olhar feminino sobre o tempo da busca da paz e da unificação da Bretanha: cheio de inesperadas cintilações e magias, repleto de penumbras, brumas e rituais femininos. Uma perspectiva alucinante e vertiginosa de uma época onde tudo era possível através dos poderes das mulheres.

Livro: As Brumas de Avalon - 4 volumes
Autor: Marion Zimmer Bradley


FILME
A lenda do rei Arthur e dos cavaleiros da Távola Redonda é contada sob uma nova visão em As Brumas de Avalon, filme adaptado do best seller homônimo de Marion Zimmer Bradley que causou estrondo ao ser lançado, na década de 80, por tratar de ocultismo e abordar a bruxaria.
O cenário permitiu imagens estonteantes. O local escolhido para as filmagens foi Praga. O pano de fundo visual caracteriza fielmente a época da história com formações rochosas, primitivas e antigas características da Europa.
Ao contrário de outros filmes que inseriram a apaixonante história do rei Arthur no século 13, o filme acontece entre os anos 600 e 700 D.C.., durante a chamada idade das trevas, logo após os romanos deixarem a Grã Bretanha.
Cristãos e pagãos vivem em conflitos. Fé e espiritualidade colidem. Avalon é uma ilha mágica, vista somente por mulheres que possuem a visão para enxergá-la. De lá, surgem feiticeiras poderosas capazes de mudar o destino de qualquer pessoa. Tudo sob as bênçãos da Grande Deusa, entidade idolatrada pelas iniciadas em bruxaria.
A história cavalga entre mágicas de amor, encontros, desencontros, paixões, sofrimentos, traição, casais predestinados, pecado, luxúria e amores proibidos. Anjelica Huston é Viviane, a grã sacerdotisa, tia de Arthur e Dama do Lago, que dedica toda a sua atenção à natureza e venera o lado mágico da vida. Seus poderes supremos aliados ao do Mago Merlim ajudarão Arthur a firmar se no trono. Mas sua oferenda à Grande Deusa já foi feita.
Arthur é coroado o grande rei da Bretanha. Julianna Magules é Morgaine, meia irmã do rei, a futura sucessora da linhagem mágica. A Grande Deusa, invocada pelas rezas de Viviane, faz com que Arthur e sua irmã, Morgaine, participem de um ritual mágico de acasalamento, no qual ambos permanecem com os rostos cobertos. Sem saber quem é sua parceira, o rei se apaixona pela irmã. O fruto desse amor, Mordred, pode servir aos propósitos da Grande Deusa: um homem com sangue mágico, capaz de governar Avalon.
Com o transcorrer do tempo, o reino terá que lidar com diversas armadilhas, maldições e falsidades vindas da invejosa e vingativa irmã de Viviane, Morgause (interpretada por Joan Allen). Ela será a responsável pelas tragédias ocorridas com Morgaine, a família real, Avalon e a Inglaterra. Suas atitudes e seu obstinado desejo de colocar um homem de seu sangue no trono deturpam a personalidade do então doce Mordred. Longe da mãe, ele se transforma num monstro impiedoso capaz de cometer terríveis barbáries. Até seu pai vira alvo.
Paralelamente à trama, há o choque entre duas diferentes religiões: o misticismo da antiga cultura inglesa e a luta incessante para vencer o catolicismo que, aos poucos, é implantado na ilha pelos romanos. A força das mulheres de Avalon é poderosa, capaz de perpetuar os antigos ritos por meio de sua paixão e determinação à Grande Deusa. As narrativas que envolvem a magia e o misticismo, freqüentes na Idade Média, estão em alta. O filme O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel aborda o mesmo tema num mundo sugestivamente chamado de Terra média: a luta do bem contra o mal para firmar se no poder. Tudo, é claro, regado a poderes sobrenaturais.