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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Copa 2022: Qatar investe mais de 400 bilhões

 
País-sede da Copa do Mundo de 2022, o Catar investe cerca de U$ 200 bilhões, aproximadamente R$ 451 bilhões, na realização da competição. O Catar concorreu com países como EUA, Austrália, Japão e Coréia do Sul para ser o primeiro país do Oriente Médio a receber esta competição.

Segundo o relatório U$ 140 bilhões serão gastos na infraestrutura de transporte, incluindo um novo aeroporto, rodovias e um sistema de metrô, que abrigará os 400 mil torcedores esperados. Outros U$ 20 bilhões de dólares serão investidos em turismo, já que o país espera que o número de turistas chegue a 3,7 milhões de pessoas por ano até 2022. E há a expectativa de que seis novos estádios sejam construídos e que os dois existentes no Catar sejam melhorados.

Comparando com grandes eventos no mundo, a Copa no Catar irá exceder, e muito, os gastos. Como exemplo, podemos citar o Mundial da Rússia, em 2018, que terá um custo de U$ 10 bilhões. Já os Jogos de Inverno, também no país, terão um valor de U$ 50 bilhões e os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, que custaram U$ 40 bilhões. No Brasil, o governo já estimou que R$ 28 bilhões (U$ 12 bilhões aproximadamente) devem ser utilizados para a realização do evento.

 É esta a notícia no mínimo tendenciosa que foi divulgada para o mundo. Porra! Claramente os exemplos tem a finalidade de tentar justificar os gastos brasileiros, mas não existe comparação! 
O PIB do Catar é monstro, os pobres são mais ricos que a classe media brasileira e o sistema público é ótimo. Sem falar que o pais é nanico em território, mas o dinheiro do petróleo é imenso... Eles podem porque o petróleo é a água deles $$$... Muito diferente do que temos aqui, o Brasil é um país “favela-bairro”, só tem faminto-despossuído e não tem como comer estádio. 
E eu duvido que o Catar gaste isso tudo SÓ por causa da Copa, eles vão é investir em mobilidade no país. Esses comparativos são divulgados só pra desviar a atenção do povo para o que está acontecendo, a Copa 2018 será na Rússia e quase não falam nisso... 

Agora parem de falar da Copa porque os empréstimos do BNDEs é fundo-perdido, já estamos em Julho, 2014 está mais perto que longe. Devemos nos concentrar nas Olimpíadas onde será gasto outro absurdo mas ainda está em tempo de cancelar!

DISCORDEM DE MIM OU CONCORDEM COMIGO - MAS TRAGAM O CAOS - PROTESTOS NÃO GERAM MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS
Que Caos esteja conosco!

terça-feira, 20 de março de 2012

Thor, filhote de Eike mata

O fato só foi notícia com mais destaque por ser o filho de quem é, então vou sacanear...
O filhote do endinheirado Eike Batista, Thor Batista de 20 anos, atropelou e matou um ajudante de caminhão de 30 anos que trafegava numa bicicleta as margens da rodovia Washington Luís aqui no Hell de Janeiro. Até aí normal, tragédias com ciclistas ocorrem a beira das estradas todos os dias, principalmente próximas a cidades ou comunidades pobres.

Sabemos que caminho de ciclista é como voo de barata, nunca é em linha reta. Mas testemunhas dizem que o rapaz morto não atravessou a pista e foi colhido no acostamento. Porém, o que vai contar oficialmente é o testemunho de seis pessoas que apareceram do nada pra dizer que o morto estava atravessando a rodovia. Um senhor que estava no acostamento logo atrás do ciclista desapareceu, deram sumiço no véio... E como morto não pode se defender vai ficar por isso mesmo!
E o estado em que ficou o carro prova que o rapazote não vinha no limite permitido. E o filhotinho do biliardário abandonou o local e retornou minutos depois quando a polícia já estava atendendo a ocorrência. Além de que a polícia, já devidamente bem paga, declarou que o jovem não estava embriagado no momento do acidente e que foram feitos DOIS testes de bafômetro (com resultados negativos bem duvidosos), mas lembrem-se que nem só de álcool se embriaga um motorista, existem outras drogas. E, pra finalizar, o delegado liberou o carro para a família primeiramente sem fazer perícia; agora, com a pressão do caso, já estão pedindo uma terceira perícia pra tentar provar que o estrago no carro foi feito dentro do limite de velocidade.  

A merda é que o super endinheirado tinha nas mãos uma Mercedes SLR McLaren, que atinge os 100KMh em menos de 3,8 segundos e pode chegar a velocidade máxima de 340 Km/h. Ou seja, dar um carro com essa potência para um retardado mimado de 20 anos é a mesma coisa que entregar uma pistola carregada de munições nas mãos de um Orangotango. O resultado sempre será uma surpresa.

A legislação brasileira deveria mudar em relação a esse comportamento permissivo de papais com muito dinheiro e quase nenhuma noção. A molecada anda barbarizando no trânsito a bordo de verdadeiros "foguetes" sobre rodas, o governo coibiu o porte de armas, mas facilitou o acesso aos carros através do crédito fácil, e as mortes continuam acontecendo, e a cada nova tragédia os "assassinos" são riquinhos cada vez mais novos e ao volante de carrões absurdamente possantes. As leis de transito no Brasil estão desfiguradas, as punições são ridículas e se o responsável por alguma morte no trânsito tiver a bunda cheia da grana vira pizza.

Tem o caso recente do Jet Ski: O atropelante é um garoto de 14 anos que agora vai segurar a bronca sozinho, pois, a família além de não prestar socorro à pequena vítima, ainda saiu do local, e o pior, fugiram da cidade. Certo que a policia já chegou aos autores do crime e agora irá apurar responsabilidades. Mas como sabemos, no Brasil quem tem grana não vai em cana. Agora resta aos pais da criança se conformarem com a tragédia e saírem em busca de justiça, coisa que para mim será quase uma perda de tempo, esse processo irá pipocar pelo judiciário por 10/12 anos e quando, ou se, chegar a julgamento, não vai dar em porra nenhuma. E mais uma vez um inocente é vitimado por conta da falta de tudo na criação dos filhos hoje em dia.
A atitude dos parentes do garoto em fugir da cidade sem ao menos se apresentarem a polícia e a falta de humanidade com que trataram a morte da criança dão uma mostra de como deve ser a educação do pequeno "assassino".

Resumo dos dois casos: Os réus irão sair dessa de cu lambido, a família das vítimas irão chorar a morte dos entes queridos para sempre, e pizza da impunidade aos convidados. E se bobear os mortos serão declarados culpados pelos acidentes e as famílias ainda terão que indenizar os danos causado pelo corpo na lataria do carrão, e no Jet Ski. Ô PAÍS DE MERDA!!!

E eu apoio as famílias das vítimas pedindo indenização por conta da morte... isso é cultural no Brasil. Rico quando se mete com pobre sempre acaba perdendo algum dinheiro.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Primeira reflexão 2012

Quinze minutos é o ápice do mundo contemporâneo. É o tempo necessário para se comunicar tudo a todos. É o tempo da internet, do blog, do programa de televisão. O ritmo acelerado do videoclipe que permeia nosso modo de ser, de falar, de se expressar, de pensar. Imagens aos montes entorpecem a mente, causando alegria, êxtase e cansaço numa rapidez gritante, capaz de levar o ser ao vislumbre do nada.
Somos a geração MTV. A geração do falar rápido e sem sentido. Do esboçar comportamentos múltiplos em questão de segundos, sem propósito algum.

Cansados apenas em assistir televisão. Não nos surpreendemos com mais nada. Não nos causa estranhamento problemas, crises, misérias, solidão. Cultivamos o tempo do minuto, dando importância à estética, ao plástico acima de qualquer outro conteúdo. Nossa formação acaba aos vinte. Faculdades com três diplomas em dois anos. Broadcast até na hora de comer. Falta! Falta satisfação. A falta se transmuta em quantidade. Entendemos poucos. Trabalhamos sem sentido algum. Trabalhamos para nós mesmos, sem construir algo duradouro. Sociedade com Q.I. de VJ.

Maimônides disse: as coisas mais profundas estão na superfície, mas para entendê-las nós mesmos temos de ser muito profundos.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Construa a sua própria bomba atômica e viva feliz para sempre

     Por que construir a sua própria bomba atômica?
As razões são muitas e apresento apenas algumas delas.
Nestes tempos difíceis, de muita violência, você deve aprender a se defender. Os menos imaginosos, os medíocres, compram revólver, pistola, espingarda, fuzis AK45, 47, granadas e metralhadoras. Coisas de amadores, mesmo porque qualquer pessoa pode adquiri-los com a maior facilidade no mercado negro. Nos outros mercados, os mercados branco, cinza e "technicolor" pode ser um pouco mais caro, mas também é possível comprá-los desde que se tenha bons agentes de intermediação. Tudo fácil de mais.
Se você tem competência para realizar algo com a suas próprias mãos, por que não fazê-lo? Use o seu engenho, arte e imaginação para construir um artefato poderoso e com mil e uma utilidades.
Ao fazer a sua própria bomba atômica, você estará contribuindo para a paz mundial, pois o seu poder de dissuasão irá aumentar significativamente. Pelo menos isso é o que dizem os donos dos grandes arsenais nucleares.
A bomba não é para ser usada. Ela é apenas um enfeite, um artifício, um acessório decorativo, persuasivo e dissuasivo de grande poder. A bomba não deve jamais ser usada, a menos que o seu uso se torne imperativo diante de um inimigo metido a besta que, evidentemente, ainda não tenha construído a sua, a dele, própria bomba.
Se o inimigo já tiver construído a bomba dele, aí as coisas ficam um pouco dificultosas, porque se a bomba dele for maior que a sua, você pode se ferrar.
Depois que você tiver construído a sua bomba, peça a inscrição no clube dos matadores atômicos onde já se encontram: Israel, EUA, Índia, Paquistão, Reino Unido, França e Rússia.
Agora que está plena e satisfatoriamente demonstrado que você também deve possuir a sua própria bomba atômica, mãos à obra.

     Primeiros passos
A primeira coisa é obter a matéria prima. Recomenda-se o urânio 235. O urânio 238 deve ser evitado, pois apesar de possuir apenas 3 graus de diferença na escala, ele costuma dar chabu. (Já pensou, na hora H, você esperando um sonoro KABUUUMMM! e vem apenas um fraco, e geralmente fedido, puf?)
Dê preferência ao urânio enriquecido, mas antes procure saber como ele enriqueceu. Se o enriquecimento dele ocorreu nos anos em que ele esteve em Brasília ou ocupando cargos no governo, mude de fornecedor, pois trata-se de enriquecimento ilícito. É urânio desonesto, muito embora goze de grande prestígio nos meios políticos e sociais.
Pegue 100 kg de urânio 235 e divida em duas porções iguais. Coloque cada uma das porções em um cilindro de metal, tampe e reserve.
Use um pincel, atômico, evidentemente, para identificar cada um dos cilindros. Em um deles escreva "MASSA SUBCRÍTICA" e no outro escreva "MASSA CRÍTICA".
A partir desse momento, evite, a qualquer custo, a contaminação entre os dois cilindros. As partículas da massa subcrítica somente devem encontrar as partículas da massa crítica no momento da explosão, depois de acionado o mecanismo fusível. Tá certo,é um tabu que nem aquele do noivo que não deve ver o vestido da noiva antes do casamento, mas tradição é tradição e deve ser respeitada.
Em seguida....
O quê?!! Como e onde conseguir o urânio? Putz, tenho que dizer tudo, é?
Tá bem vamos lá.

     Onde adquirir a matéria prima
As melhores fontes para adquirir a matéria prima são (pela ordem de preferência):
ferro velho, organizações terroristas, centros de pesquisas e usinas nucleares.
Ferro velho. Com um pouco de paciência, pode-se conseguir bom material radioativo no ferro velho e os preços são muito convidativos. Confira com cuidado e veja se o material está muito gasto ou descorado. Verifique a textura, o sabor e a cor antes de fechar negócio.
Organizações terroristas sempre pedem muito dinheiro para liberar porções radioativas, mas dá pra fazer boas aquisições.
Centros de pesquisa e usinas nucleares são bons fornecedores, mas seja cauteloso porque os diretores e funcionários não gostam muito quando desaparecem grandes quantidades de urânio de lá. Eles ficam um pouco inquietos, sabe.
Se for usar material oriundo de centros de pesquisa, seja exigente. Alguns centros fazem pesquisa submetendo mosquitos e batatas à radiação, de modo que é preciso saber se o material radioativo está contaminado com larvas. Quanto mais contaminado com larvas, mais insetos nos resultados, quer dizer, mais incertos os resultados.
Agora que você já tem o urânio, vamos à segunda fase.

     Segundos passos: o mecanismo de detonação
Preste muita atenção nesta parte. Um acidente pode ser fatal. Mantenha as faíscas sob controle absoluto.
O mecanismo de detonação é constituído de 100 kg de dinamite e mais o pavio. Em vez da dinamite, pode-se usar pólvora de bombas de São João, mas você vai precisar de 150 kg dessa pólvora.
Antes de perguntarem como obter a dinamite ou a pólvora: compre a dinamite em lojas especializadas em dinamite e a pólvora em lojas especializadas em pólvora. Satisfeitos?
Em seguida, coloque a dinamite ou a pólvora em um cilindro de metal, tampe e reserve.
Prepare o dispositivo fusível, também conhecido como pavio detonador. Alguns cientistas chamam o pavio detonador simplesmente de fusível e os ignorantes chamam o fusível de fuzil.
Pois bem, não use um fuzil, quer dizer, um pavio muito curto. Se pavio curto é ruim em gente, imagine numa bomba atômica.
O maior perigo num pavio pequeno é o lapso de tempo decorrido entre o momento de acender e a hora de a bomba explodir. Se o tempo for muito curto, não vai dar para você se afastar e ficar a uma distância segura do artefato. Geralmente um metro de pavio é um bom tamanho.
Como você bem sabe, todo o pavio que se preza tem duas extremidades. Coloque uma das extremidades do pavio no recipiente contendo a dinamite (ou a pólvora). Evite fumar charuto ou cachimbo durante essa operação. Cigarros são permitidos, desde que o maço contenha aquelas fotos de gente com câncer que o governo mandou botar pra ver se amedronta os fumantes.
Coloque os três cilindros - os dois de urânio e mais o de dinamite (ou de pólvora, conforme a sua preferência) - sobre uma superfície plana e prenda-os fortemente com fita durex. (Fique de olho na marca. Se não for durex, esqueça.)
Pronto: sua bomba está pronta para ser usada.

     Onde guardar a sua bomba atômica
Guarde-a em casa num lugar accessível, porque, quando dela necessitar, você vai encontrá-la logo ali bem pertinho e à sua disposição. Vez por outra, faça uma inspeção pra ver se os cilindros estão vazando. Preste atenção, porque um nêutron descuidado aqui, um elétron displicente ali e todo seu trabalho vai por água abaixo.
Em alguns países, os donos de bombas nucleares fazem buracos no chão e lá enterram as suas bombas, talqualmente os gatos depois de fazerem necessidades fisiológicas. É uma boa alternativa.

     Normas de segurança
Muito embora o processo de fabricação seja absolutamente seguro e isento de maiores riscos, alguns cuidados devem ser tomados.
a) Lave sempre as mãos com água e sabão após manusear o urânio. Use a sua escova de dentes para remover o pó que insiste em se abrigar sob as unhas. Se quiser usar luvas de segurança, compre dessas de supermercados. São mais baratas.
b) Enquanto você coloca o urânio nos dois cilindros, pode acontecer de subir uma poeira radioativa resultante da desagregação do material. Ao ser aspirada em grandes quantidades e metabolizada, essa poeirinha pode, eventualmente, impedir o organismo de produzir as células vermelhas do sangue.
Se você não sabe, as células vermelhas servem para dar a cor de sangue ao sangue e a ausência delas faz com que ele adquira cores variadas e imprevisíveis. Mesmo considerando que as conseqüências sejam meramente estéticas, fica esquisito se você sair por aí, pegar uma bala perdida, sofrer um assalto e chegar no pronto socorro sangrando um sangue rosa-choque ou azul-da-prússia. Pega mal, pacas. O que vão pensar de você?
c) Para evitar a inalação da poeira radioativa prenda a respiração durante o manuseio do urânio. Pode ser que, no começo, você fique meio arroxeado devido à falta de oxigênio nos pulmões, mas, com o tempo, você se acostuma.
d) Para evitar que grânulos de urânio se instalem no seu estômago, jamais manuseie urânio enquanto estiver de estômago vazio.
e) Se, após uma jornada de trabalho com o urânio, você se sentir um pouco sereno, tonto ou sonolento isso pode ser conseqüência da redução das células vermelhas do sangue. Para ter certeza, vá até um laboratório e mande fazer a contagem delas. Exija a contagem em todo o sangue e não apenas em uma amostra. É mais preciso. Se for constatada a redução, tome dois copos desses refrescos tipo framboesa, groselha ou morango às refeições durante dois ou três dias.
f) Evite ficar muito perto da bomba no momento da detonação. A temperatura pode chegar a 100 milhões de graus centígrados e isso pode provocar queimaduras. Se for absolutamente indispensável acompanhar o processo de detonação, use protetor solar.

     Considerações finais
Avise os vizinhos e malfeitores que você está bem armado. De que adianta todo esse trabalho e investimento em alta tecnologia se ninguém souber que você tem a força?
Os vizinhos vão respeitar e temer: nada de roubar o limpador de pára-brisa do seu carro, nada de pedir duas cebolas emprestadas e não pagar. Prioridade no elevador e na entrega das correspondências, abatimento nas taxas de condomínio, prioridade nas ruas mesmo com o sinal vermelho são efeitos colaterais muito bem-vindos.
Tem mais: se o síndico ou o prefeito quiser mandar fazer uma inspeção pra saber se você guarda armas químicas em casa, destitua o síndico ou o prefeito. Nunca é demais lembrar que você tem a bomba e se você tem a bomba, tem a força!
Possuir a sua própria bomba só traz vantagem. Desvantagens? Nenhuma. Quem sabe até você ganha isenção no imposto de renda?

      Mutações genéticas são bem-vindas
Pessoas desinformadas insistem em dizer que armas nucleares não devem ser usadas porque elas podem produzir mutações genéticas. Isso é verdade. Pode ocorrer uma ou outra mutação genética, mas é necessário ver o lado positivo desses efeitos secundários e evitar paranóia de ongueiro.
O que há a temer? Humanos com duas cabeças? Todos estamos cansados de ouvir falar que duas cabeças pensam melhor que uma. Por que não dar essa chance à evolução?
Para exemplificar os perigos da fissão nuclear, menciona-se o desastre de Chernobil, mas sabe quais as pessoas que correram mais depressa e conseguiram se safar do desastre? As de três pernas!
Há quem trate o assunto como uma piada de humor negro, mas o assunto é muito sério. A aquisição de três pernas é ou não é uma mutação favorável à sobrevivência da espécie humana nesses novos tempos em que devemos aprender a viver em ambientes de elevada radioatividade?
Existem mais aspectos positivos. Nos esportes, por exemplo, dá pra imaginar as próximas olimpíadas e os novos recordes sendo batidos: 100 metros rasos em 5 segundos, depois em 4 segundos, na seguinte em 2 segundos...

     A vida vai desaparecer da face da Terra?
Os pessimistas de plantão, os derrotistas de primeira hora, chegam dizer que a vida pode desaparecer da face da Terra em conseqüência de explosões nucleares provocadas pelo homem. Isso é uma mentira deslavada.
Recentemente, cientistas descobriram indícios da ocorrência de formas primitivas de vida, de vermes, há 1,2 bilhão de anos. Portanto, mesmo que a espécie humana venha a sucumbir, outras espécies de vida melhor adaptadas ao novo meio deverão surgir. Em mais um ou dois bilhões de anos novas criaturas, certamente bem mais inteligentes que nós, estarão aptas a construir bombas muito mais poderosas que as de hoje. E o que são dois bilhões de anos diante da eternidade?

     A radiação é prejudicial à saúde?
Uns medrosos falam que a radiação faz mal à saúde. São uns frouxos.
A verdade é que tudo além da medida pode ser prejudicial à saúde. A água, por exemplo, é essencial à vida, mas beba água de mais pra você ver o que acontece. Se água de mais fosse boa pra saúde ninguém morria afogado, concorda?

Concluindo...
Não perca tempo!
Inicie hoje mesmo a construção da sua bomba atômica e seja feliz com os seus descendentes de três pernas e duas cabeças. Talvez eles não sejam exatamente uma gracinha conforme padrões já superados, mas estarão bem mais aptos a sobrevirem na nova era nuclear.

sábado, 24 de dezembro de 2011

E não é Natal até a Coca Cola decretar!

Mais uma vez Satan Claus oferece sua pegajosa Coca-Cola-Claus (detalhe é que essa propaganda 2011 é repetida do ano passado). Enfim, Satan Claus manda você consumir pra provar o quanto ama sua família e porque você é uma marionete babaca e obediente.
Na verdade, Papai Noel do Mal (vulgo Evil Satan Claus) é um demônio pedófilo controlado pelo capeta, ele vem do inferno somente pra molestar as crianças e sempre começa mostrando o saco.
O Trenó do Pedófilo é puxado por 7 lobisomens sanguinários ao invés de renas e, à frente está Cerberus Claus ao invés de Rudolf — a rena do nariz vermelho da constipação. E os ajudantes dele são mini-diabinhos vermelhos.
Satan Noel usa as mesmas roupas do folclore popular que só foi adotada mundialmente depois que a Coca-cola usou o desenho de um cartunista num anúncio. Ele tem o poder de se transformar em fumaça, que garante a passagem por janelas estreitas, chaminés ou fechaduras de cofres de bancos (ou seja, ele é brasileiro).
Lembrando que é só nesta data que todo mundo se lembra de ser solidário uns com os outros. Mas eu acho que o importante mesmo em qualquer data do ano é ser sincero, por isso PROMOVA O CAOS: Aproveitem bem, ouça Metal no último volume e saudações do inferno aos seus vizinhos que colocam um maldito e alto funk/forró/pop/axé/pagode. Foda-se ao frenesi de compras histéricas, apenas encoste-se e desfrute do bom e velho Rock N’ Roll!!!
QUE O CAOS ESTEJA COM VOCÊS!!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Bolsonaro manda Dilmachão assumir

Ontem, Bolsonaro esteve na tribuna da Câmara a pretexto de criticar o kit anti-homofobia 2 preparado pelo governo federal, e acabou insinuando que a sapata é sapata: “Dilma Rousseff, pare de mentir. Se gosta de homossexual, assuma. Se o teu negócio é amor com homossexual, assuma. Mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau”.
 

A nossa língua portuguesa permite um montão de interpretação do que foi dito. Repare que ele não chamou a Dilmachão de homossexual. Ele apenas pediu que ela explicasse sua relação com os homossexuais. Embora isso não altere o fato de que ele pode (e eu também posso) pensar o quiser contra ela. Mas por que não houve indignação nacional quando a Morta Suplicy em debate insinuou que Kassab era gay? A repercussão de tudo que Bolsonaro diz é pura e simplesmente política e nada mais.

Ele só faz essa balbúrdia toda porque senão ninguém faz nada. E que a Presidente tem jeito de macho, isso tem. Mas, se um deputado, senador ou vereador não puder falar aquilo que pensa (simples idiotice ou não), então não temos mais o pingo de democracia que restava nessa porra desse país.

O Bolsonaro se expressa mal, mas até que concordo com ele... Tanta pobreza nesse país e o governo patrocinando com o dinheiro público uma parada gay como aconteceu no Acre, essa semana. E, se as pessoas acham que chamar a presidente de homossexual é alguma ofensa então são todos preconceituosos, se lutam pela liberdade sexual então Dilmachão pode ser o que quiser que ninguém deveria ficar ofendido com a sua opção.

A princípio, Bolsonaro está lutando contra a colocação desses assuntos nas escolas públicas (reparem que nas particulares o kit-gay não entra), não querer homossexualismo explícito como matéria escolar não é homofobia. Não dá pra obrigar as pessoas a serem heterossexuais, mas colocar o homossexualismo goela abaixo das crianças e demais cidadãos é absurdo! Agora só está faltando criarem uma lei que diga que o homossexualismo é obrigatório no país, neste ritmo não é errado dizer que no futuro seremos repreendidos por gostarmos do sexo oposto (como no vídeo abaixo).


O Kit-gay é um aparelho ideológico de controle estatal, distorcendo os padrões de imagem e concepção familiar. É ridículo, leva às salas de aula, um assunto que deveria ser tratado em ambiente familiar, pois os pais é que educam seus filhos, é um assunto privado. Porém, a homofobia chegou a tal ponto, que um assunto que deveria ser privado, tornou-se público. Os homossexuais devem ser respeitados da mesma forma que devem respeitar a sociedade. O que as pessoas fazem de suas vidas privadas, é problema delas, porém assim como qualquer um, devem respeitar o meio que vivem.

O respeito deve haver sempre e o desrespeitado deve buscar sua proteção na justiça, porém querer calar as pessoas não é admissível. Tenho o dever de respeitar, porém não tenho a obrigação de aceitar. Eu não sou lésbica, nunca vou injuriar um homossexual, mas não gosto, tenho NOJO de ver.

Vivemos em uma sociedade onde Justin Bieber e Fiuk são modelos de masculinidade. Antes, modelo de masculinidade era Clint Eastwood, Chyck Norris, Cobra, Rambo! Mas enfim, se o cara quer ser gay, que seja. Eu respeito, a opção é dele e o cu é dele. Só não venha chupar a língua de outro macho ou de outra fêmea na minha frente, eu vou me sentir constrangida. E, mesmo que aprovem o kit gay, nem toda propaganda marxista de hoje em dia é capaz de mudar a mente de uma criança oriunda de uma família sã.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Brasil: uma carapuça para todos

Ditadura: Forma de governo em que todos os poderes se enfeixam nas mãos dum individuo, grupo, partido ou classe. Tirania.
Tirano: Governante injusto, cruel ou opressor. Individuo impiedoso, ou que abusa de sua autoridade.

“Você sabe com quem está falando?”
Quem nunca ouviu essa frase durante uma discussão? Não importa se foi numa conversa entre um policial e o filho do coronel, ou entre um motorista de ônibus e um estudante da UFRJ irritado com uma parada fora do ponto, o que vale é que uma grande parcela da população brasileira sobe nos tamancos quando adquiri algo que está inacessível a outros.

Pode ser o mais pobre estudante de Letras ou o mais rico estudante de Direito, ambos compartilham de uma sensação de prazer com o poder que conquistaram à custa da sociedade em geral. Ás vezes só é preciso olhar o próprio cotidiano para presenciar injustiças cometidas por indivíduos ou grupos que controlam alguma coisa. Basta permitir que uma pessoa coordene alguma coisa (como por exemplo, um blog) e já podemos ver manifestações de tirania surgindo. A idéia de que o comportamento é influenciado “de cima para baixo” deve começar a ser revisto; corrupção, opressão e abuso de autoridade estão presentes também nas classes médias e baixas despolitizadas do Brasil.

Outra forma de pactuar com a opressão é omitir-se frente às situações vividas. Durante o período militar uma boa parte da classe média preferiu isentar-se através do voto nulo, permitindo a manutenção do grupo tirano que se instalara no poder. O silêncio nada mais é do que o reflexo do “pactuísmo” e da fraqueza (da pessoa, grupo etc.).
Hoje costuma se falar de boca cheia em democracia, sem prestar um olhar critica as injustiças causadas pela vontade da maioria. Aléxis de Tocqueville já dizia em seu “Democracia na América” que a liberdade e igualdade tão proclamada pela república americana detinha problemas de desigualdade opressora. A voz da maioria suprimia (e suprime) o direito das minorias, estabelecendo moldes tirânicos de organização, com a alegação de que um maior número de pessoas pode se sobrepor à vontade de um número menor. Mas como lidar com isso? Talvez a resposta se encontre bem diante dos nossos olhos:

--> Declaração dos Direitos Humanos - Nações Unidas - 10/12/1948.
Artigo I.
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
--> Constituição Brasileira de 1988
Art. 5º.
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...

Igualdade e fraternidade não devem estar presentes apenas nas leis, mas no comportamento humano em sociedade. Desde o foro privilegiado nos altos escalões, até a mera organização por estudantes, de um circulo de discussões, ambos devem se basear nesses dois conceitos e, se constatado a opressão, revistos de forma que a igualdade respeitosa seja restabelecida. O primeiro caso é um flagrante exemplo de privilégio desnecessário. Resta saber até quando iremos nos omitir frente a essas situações.

Concluindo: a igualdade é uma farsa, quem quer direitos iguais tá pensando no seu beneficio sobre o efeito. Sempre.

sábado, 29 de outubro de 2011

Breve reflexão

Desde o primeiro dia de vida, as pessoas estão sendo treinadas para serem leais ao sistema de crenças em que nasceram. Isso é conveniente para os sacerdotes, para explorarem você; isso é conveniente para os maridos explorarem as esposas, para os pais explorarem os filhos, para os professores explorarem os alunos. Para todos os interesses estabelecidos, a lealdade é simplesmente uma necessidade, mas ela reduz a humanidade inteira a um estado de retardamento mental. Ela não permite o questionamento, ela não permite a dúvida, ela não permite a você ser inteligente; e um homem que não é capaz de duvidar, de questionar, de dizer "não" quando ele sente que a coisa está errada, caiu abaixo da humanidade; ele se tornou um animal sub-humano.
[Osho]


Tende-vos limitado a seguir o padrão de determinada cultura, tentando ser morais dentro dessa estrutura e, quando sobrevém pressão, vossa fibra moral se parte, porque não tem substância, não tem realidade interior; e, assim, todos os anciãos vos prescrevem o retorno aos velhos usos, ao templo, aos livros sagrados, a isto ou aquilo, quer dizer, conformismo. Mas o que se "conforma" nunca pode florescer na sociedade. Necessita-se de liberdade, e a liberdade só pode vir quando se compreende o problema da inveja, da avidez, da ambição, do desejo de poder. É a libertação de tudo isso que permite o surgir dessa coisa maravilhosa que se chama caráter. Aí, o homem tem compaixão, sabe o que é amar, e não quando meramente repete palavras e mais palavras acerca de moralidade.
[Krishnamurti]


As pessoas que dizem: "Onde estou, estou mais seguro" usam a arma da segurança para assassinar seus sonhos.
[David Schwartz]

Frases interessantes...
Creio eu que às vezes, não adianta querer dizer não para o que cremos estar errado. Simplesmente não adianta. Certas coisas parecem estar destinadas a acontecer, por mais que se tente mudar. Possivelmente temos mesmo uma espécie de karma.
   
Não me agrada, mas talvez deva ser uma conformista. Meus sonhos não foram assassinados, mas estão doentes. A morte deles já pode ser vista no horizonte. Cura? Custa muito. E prometi não pedi-la novamente. Talvez fosse melhor uma espécie de eutanásia... Como se os sonhos agonizassem... Nós é que sofremos...
  
Depois paro e lembro que já tive alguns sonhos mortos, talvez por esta lealdade idiota, ou talvez pela demora da ação, e medo da reação. Hoje não me mato pelo medo, seja lá qual for. Se der errado começo de novo, não no mesmo caminho nem a mesma coisa, mas algo por qual nunca passei.
   
Pensando bem, conformista às vezes, leal no sentido de obedecer, nem por obrigação, ser livre é a base da vida. Embora nos deparamos com os tais "leais".
  
Conformismo é algo que dependendo da situação nos faz pensar em quanto tempo perdemos, mas às vezes nos faz pensar que é isso que nos faz viver, para tentar entender tudo e nada.
   
Na prática, tudo o que pode ser prisão também é experiência acumulada, poupando-nos às inúmeras experiências que teríamos de ter para aprender tudo o que o homem aprendeu desde há milhares de anos. No equilíbrio está a virtude. Podemos experimentar tudo em liberdade, mas também podemos aprender com a experiência alheia.
   
Hoje, a conformidade e o ridículo são os meus dois maiores medos...

sábado, 17 de setembro de 2011

Imortal Política pão e Circo

Uma propagação neste caos me trouxe à cabeça a Política Pão e Circo, essa merda ainda existe e eu já havia esquecido!
Podemos constatar isso na época que precede as eleições municipais. São ofertados ao povo os mega-comícios com atrações diversas e artistas cobiçados. Deixam o povo extasiado e anestesiado para a questão relevante do momento: o voto consciente, qual o candidato que realmente tem uma proposta séria e voltada para o social.

Com tanto pão e circo, não é de se admirar que o povo vote naquele que propicia o melhor espetáculo, que fez mais promessas ou deu mais "pão" (camiseta, bonés, show-mício, falsas promessas e outros). É compra de voto a qualquer custo.

O brasileiro faz verdadeiras “guerras” nos estádios, por causa de times e não fazem protestos nas ruas reclamando de saúde ou educação. O brasileiro dá mais importância para o carnaval, do que para a política! Realmente o povo brasileiro é o mais otário do mundo!
O carnaval! Funciona certinho que nem os circos romanos. Damos pão e circo para o povo, enquanto nós fazemos o que queremos no senado. Uma festa que é bancada por traficantes, mostrando toda vulgaridade e falta do que fazer do povo brasileiro. Nada para se orgulhar. Simplesmente não consigo entender como uma pessoa que mora em uma periferia, se mata todo ano á trabalhar, deixa a família passa fome, para chega a véspera de carnaval e desfila pela sua “amada” escola de samba desembolsando mais ou menos 400 reais pela fantasia.

Agora o futebol. Futebol é mais um instrumento forte do pão e circo aqui no Brasil. Não se vai para o estádio prestigiar um time, e sim xingar a torcida adversária e começar a brigar antes mesmo do fim do jogo. As crianças fogem da escola para jogar futebol e tentar o “sonho” de ser jogador de futebol.

E finalmente, a maior formadora de opinião, a maior manipuladora do povo, a 3ª maior rede de televisão do mundo, a toda poderosa Rede Globo. Essa rede é tão escrota que faz milhões de pessoas perderem tempo vendo suas novelas sem originalidade cujo desfecho é sempre repetitivo. Big Brother? Outro dia eu falo sobre essa bosta...

Mas num país semi-analfabeto e miserável essa política tão antiga do pão e circo é a melhor opção mesmo. Que se regalem com esses shows, pois ficarão, depois, penando quatro anos, na miséria e na dependência dos favores políticos do coronel atual que reinará no trono da prefeitura, sabendo que seu preço foi bem pago em cada show-mício patrocinado pelo político no qual votamos.

Bertolt Brecht tem razão sobre o analfabeto político. E infelizmente nosso povo é um analfabeto geral e, principalmente analfabeto político!

Analfabeto político
- O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce à prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo. (Bertolt Brecht)

Por fim, bilhões gastos em estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014.
Nada gasto com, saúde, educação, infra-estrutura, transporte público, seguridade social e tantas necessidades básicas do povo que não estão sendo atendidas.
Só nos resta rir de nós mesmos:
Mas nem tudo está perdido, podemos dar o velho jeitinho brasileiro

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Independência ou morre, diabo

Enfim semana da pátria. Mais um ciclo de rememoração do grito do Ipiranga para fixar a idéia do 07 de Setembro em todo país. O Brasil comemora o seu “quatro de julho” contando 189 anos de independência, que permitiu maior liberdade de ação aos grupos detentores de poder por aqui. O pobre temeroso assistia as confluências políticas pensando: “vai melhorar ou vai piorar?”. Acho que até hoje essa pergunta persiste para ele.

Mas vamos a uma breve aula de história: No longínquo ano de 1822, Dom Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon (porra!) teria gritado sobre seu cavalo a frase lendária que marcaria os livros de história:
Independência ou morte!

Atualmente, a frase nos diz apenas que alguém está perdido e não sabe se pega a Av. Independência ou a Rua Boa Morte. Mas na época, representava o ideal da burguesia brasileira em cessar com o controle da corte portuguesa sobre os negócios tupiniquins.

Hã? Nada disso. A Família Real portuguesa já havia vazado do Brasil em 1808 pra se defender contra Napoleão, o baixinho invocado da época. Aí surgiu o ditado que deveria – este sim – ser a frase oficial da Independência do Brasil:

Foi pra Portugal, perdeu o “lugal”!

Na verdade essa merda dessa “fuga” foi um acordo pra deixar Dom Pedro cuidando da colônia: isso foi a nossa aclamada independência. Há histórias piores que afirmam que, na ocasião do Grito da Independência, Dom Pedro não estaria num alazão branco, mas numa mula encardida, animal mais apropriado para viagens longas… já que ele vinha de Santos onde encontrara sua amante…

Voltando ao presente, ataco a democracia, mas cada um tire que suas próprias conclusões.

Democracia... lembra o quê? Alguns dirão igualdade, outros liberdade, ou mesmo a famosa fraternitè. Mas as pessoas acreditam mesmo nisso ou se afirma constantemente para que a idéia não desmorone? É complicado falar de igualdade e liberdade numa era em que a maioria da população mundial é composta de miseráveis. Então vem aquele babaca e diz: “pelo menos podemos nos expressar, exercer o direito de ir e vir, lutar pela mudança”.

Mesmo? Quem pode se expressar? Quem têm acesso às mídias, quem lê jornal todos os dias e quem pode se dar ao luxo de sentar numa mesa de bar na Vila Madalena e discutir política? Quem pode abandonar mulher e filhos e partir rumo a Nossa América ou qualquer outro lugar que seja? Ou melhor, quem pode fazer isso e levar a mulher e os filhos juntos? Quem pode lutar pela mudança quando grevistas são taxados de vândalos e/ou demitidos com o aval da opinião pública? Porque as contas não permitem um só descanso, nem mesmo um vão desejo de melhorar a si próprio. Permite sim a ilusão, para fazer a maquina funcionar, para que o babaca lá acredite que é livre, que faça um curso idiota achando que esta investindo em si mesmo, quando na verdade está comprando um item que lhe permite dar mais lucro aos grandes.

Concluindo esse ponto de vista: a democracia é uma mentira (ao menos a nossa democracia), a liberdade é uma ilusão e o movimento estudantil é uma franchising de fast food vermelha. Devemos nos lembrar que tais conceitos são conceitos idealistas e que na prática eles são perfeitos pra quem manda e gosta de mentir de um modo que convença quem não tem muito tempo pra pensar em 'política' (leia-se governo e afins).
Então no fim, a liberdade e a igualdade é pra quem manda. E isso inclui esquerda e direita.

Esclarecendo:
-> Democracia = Significado: s.f.(a) 1. Forma de governo em que o povo elege livremente seus representantes e exerce a soberania do Estado mediante um sistema partidário pluralista, com liberdade de imprensa, de manifestação, de associação e de organização política e respeito aos direitos civis e individuais do cidadão. 2. Estado que adota essa forma de governo. 3. Só estando muito apaixonado pra acreditar nisso..

sábado, 27 de agosto de 2011

A normalidade me faz mal

Prefiro ser louca
Prefiro ter sal
Prefiro surtar
A ter que ser normal

Prefiro ser passional
Prefiro ser poética
A ter um olhar tão convencional.

Prefiro ser intensa
Prefiro ser estranha
A ter que relegar meus melhores sonhos

Prefiro minhas angústias
Prefiro minha intuição
A ser colocada no molde da razão

Prefiro os traços bem delineados
Do que ser do clube dos alienados

Leia o post relacionado: POR UM MUNDO ESQUIZOFRÊNICO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Foda-se a nova geração do funk

Esse tipo de poluição sonora, tão amado por muitos e tão odiado por mim, já teve seus anos de glória. Quem não se lembra de Claudinho e Buchecha, eles eu até aturava. Puxando pelos anais da história, funk era James Brown. Enfim, o funk não é mais o mesmo, e creio que não voltará as origens.

A moda agora é ouvir funk proibidão e encher o saco da vizinhança.
Puta que pariu, como eu odeio essa nova geração do funk. Me diga você, ouvinte de funk proibidão, qual a graça ou qual a coisa boa que você tira dessa porra?

"Ah, mas você curte metal, é óbvio que vai odiar funk".
Em termos sim, mas eu gosto de música boa (tenho julgamentos sobre músicas boas ou não, e funk não está incluído e eu nem sequer considero como música). No dia que um funkeiro souber tocar algum instrumento que não seja lata (porque batucar até uma criança de 2 anos sabe), podemos conversar a respeito de música.
Isso porque eu só comentei do estilo de música. Não quero entrar no mérito de comentar sobre os seguidores de funk, os funkeiros....
Sem comentário mesmo

O que me deixa maluca é saber que essa porra começou aqui no Hell de Janeiro e tomou conta do Brasil todo. Isso é pior que H1N1, é o vírus Ebola do século XXI. Eu não aguento mais ser obrigada a ouvir. Sim, sou obrigada a ouvir, afinal, não posso destruir o carro do vizinho, embora queira muito. Continuo defendo que se jogarem uma bomba no Rio de Janeiro, cortaria o mal pela raiz, mas como isso não é possível, tentarei respeitar o funk que nem consegue o auto-respeito.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Hakim Bey, TAZ, Anarquismo ontológico e etc...

O senhor da foto, que para os desavisado parece um mendigo errante, é um dos mais brilhantes e polêmicos pensadores da atualidade. Mas em questão de conhecimento aparência não significa nada...
Hakim Bey é o codinome usado por ele, Peter Lamborn Wilson, nascido em Baltimore, Estados Unidos, em 1945, que após estudar na tradicional Universidade de Columbia, em Nova Iorque, fez uma longa viagem à Ásia e Oriente Médio em busca das raízes e dos templos do sufismo. Peter (ou Hakim) veio a se fixar por algum tempo no Irã, onde atuou como consultor e pesquisador do sufismo, ainda nos anos da década de 1970 pré-Revolução Islâmica, que, quando chegou em 1979, levou o Aiatolá Khomeini ao poder e Hakim Bey de volta aos Estados Unidos.

É em sua américa natal que Hakim se vê picado pelo mosquito revolucionário do anarquismo. Une seus novos conhecimentos aos já consolidados em relação ao sufismo e daí surge uma estranha e originalíssima liga, auto-nomeada de anarquismo ontológico, uma, digamos, corrente de anarquismo criticada até mesmo pelos anarquistas, que a visualizam de modo pejorativo como um anarquismo individualista e apolítico, que mistura elementos (misticismo, obscurantismo) que não caem nada bem aos anarquistas tradicionais.

A partir da inusitada mistura de elementos culturais/ideológicos distintos é que a lenda de Hakim Bey ganha força, na mesma proporção que os seus textos – sobre assuntos tão distintos quanto máfias chinesas descentralizadas conhecidas (tongs), comunalismo experimental de Charles Fourier, conexões entre o sufismo e a antiga cultura Celta, tecnologia e internet, terrorismo poético, ludismo, turismo e o uso ritualizado de substâncias alteradoras da consciência, dentre outros – vão sendo difundidos pelos submundos deste planeta, especialmente em meados dos anos 80 e 90.

Hakim Bey escreveu o simpático livrinho “T.A.Z. - Zona Autônoma Temporária”, editado (e já esgotado, download no fim do post) no Brasil pela Conrad, é nitroglicerina explosiva, e não somente para os deslocados ou escondidos anarquistas, comunistas ou simpatizantes de ambas ideologias. Seu poder de comunicação e sua verborragia explicativa e revolucionária chegou aos altos e baixos escalões culturais como uma tentativa de explicação pertinente ao mundo atual, ou pelo menos a uma parte dele, a que diz mais respeito a chamada rede (ou The Net, nas palavras de Hakim). Foi muito bem aceito por pesquisadores de comunicação, ainda mais quando se vê que Hakim não se parece em nada com tantos outros teóricos/pensadores adotados pela rigorosa academia. Houve até adoção dos textos de Hakim Bey – principalmente de Taz – entre os frequentadores de raves e adeptos do que se convenciona chamar de cultura rave não é de todo surpreendente e até mereceu uma típica resposta do próprio pensador: “Os frequentadores de raves estão entre meus maiores leitores… Gostaria que eles pudessem repensar toda sua relação com a tecnologia – eles deixaram de lado parte do que escrevi”. (pela Wikipédia).

Mas o que teria a Zona Autônoma Temporária para que públicos tão distintos quanto ravers e/ou comunicólogos a pensassem como praticável para suas vidas/estudos?
Pra tentar responder, eis o primeiro capítulo de Taz intitulado “Utopias Piratas“.
OBS = Antes da leitura um alerta: tanto o conteúdo quanto o estilo do texto são, digamos, polêmicos, além de algo herméticos. Podem incomodar – o que não duvido que seja a principal ideia do autor para com seus leitores.

UTOPIAS PIRATAS

OS PIRATAS E CORSÁRIOS do século XVIII montaram uma “rede de informações” que se estendia sobre o globo. Mesmo sendo primitiva e voltada basicamente para negócios cruéis, a rede funcionava de forma admirável. Era formada por ilhas, esconderijos remotos onde os navios podiam ser abastecidos com água e comida, e os resultados das pilhagens eram trocados por artigos de luxo e de necessidade. Algumas dessas ilhas hospedavam “comunidades intencionais”, mini-sociedades que conscientemente viviam fora da lei e estavam determinadas a continuar assim, ainda que por uma temporada curta, mas alegre.
Há alguns anos, vasculhei uma grande quantidade de fontes secundárias sobre pirataria esperando encontrar algum estudo sobre esses enclaves – mas parecia que nenhum historiador ainda os havia considerado merecedores de análise. (William Burroughs mencionou o assunto, assim como o anarquista britânico Larry Law – mas nenhuma pesquisa sistemática foi levada adiante.) Fui então em busca das fontes primárias e construí minha própria teoria, da qual discutiremos alguns aspectos neste ensaio. Eu chamei esses assentamentos de Utopias Piratas¹. Recentemente, Bruce Sterling, um dos principais expoentes da ficção cientifica cyberpunk, publicou um romance ambientado num futuro próximo e tendo como base o pressuposto de que a decadência dos sistemas políticos vai gerar uma proliferação de experiências comunitárias descentralizadas: corporações gigantescas mantidas por seus funcionários, enclaves independentes dedicados à “pirataria de dados”, enclaves verdes e social-democratas, enclaves de Trabalho-Zero, zonas anarquistas liberadas etc. A economia de informação que sustenta esta diversidade é chamada de Rede. Os enclaves (e o título do livro) são Ilhas na Rede. Os Assassins² medievais fundaram um “Estado” que consistia de uma rede de remotos castelos em vales montanhosos, separados entre si por milhares de quilômetros, estrategicamente invulneráveis a qualquer invasão, conectados por um fluxo de informações conduzidas por agentes secretos, em guerra com todos os governos, e dedicado apenas ao saber. A tecnologia moderna, culminando no satélite espião, reduz esse tipo de autonomia a um sonho romântico. Chega de ilhas piratas! No futuro, essa mesma tecnologia - livre de todo controle político – pode tornar possível um mundo inteiro de zonas autônomas. Mas, por enquanto, o conceito continua sendo apenas ficção científica – pura especulação. Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca experimentar a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento sequer, num pedaço de terra governado apenas pela liberdade? Estamos reduzidos a sentir nostalgia pelo passado, ou pelo futuro? Devemos esperar até que o mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos um de nós possa afirmar que sabe o que é ser livre? Tanto a lógica quanto a emoção condenam tal suposição. A razão diz que o indivíduo não pode lutar por aquilo que não conhece. E o coração revolta-se diante de um universo tão cruel a ponto de cometer tais injustiças justamente com a nossa, dentre todas as gerações da humanidade. Dizer “só serei livre quando todos os seres humanos (ou todas as criaturas sensíveis) forem livres”, é simplesmente enfurnar-se numa espécie de estupor de nirvana, abdicar da nossa própria humanidade, definirmo-nos como fracassados. Acredito que, dando consequência ao que aprendemos com histórias sobre “ilhas na rede”, tanto do passado quanto do futuro, possamos coletar evidências suficientes para sugerir que um certo tipo de “enclave livre” não é apenas possível nos dias de hoje, mas é também real. Toda minha pesquisa e minhas especulações cristalizaram-se em torno do conceito de ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA (daqui por diante abreviada por TAZ). Apesar de sua força sintetizadora para o meu próprio pensamento, não pretendo, no entanto, que a TAZ seja percebida como algo mais do que um ensaio (“uma tentativa”), uma sugestão, quase que uma fantasia poética. Apesar do ocasional excesso de entusiasmo da minha linguagem, não estou tentando construir dogmas políticos. Na verdade, deliberadamente procurei não definir o que é a TAZ – circundo o assunto, lançando alguns fachos exploratórios. No final, a TAZ é quase utoexplicativa. Se o termo entrasse em uso seria compreendido sem dificuldades… compreendido em ação.
1: Utopias Piratas: Mouros, hereges e renegados, de Peter Lamborn Wilson. Publicado no Brasil pela Editora Conrad.
2: Assassins: antiga ordem secreta muçulmana do século XI. Seu nome vem da palavra “Hashshashin” (usuários do haxixe).

->Outro texto que trata da web é o intitulado “Sedução dos Zumbis Cibernéticos“, escrito ainda em 1997 (download no fim do post ). E outro livro editado no Brasil de Hakim Bey é o “Caos: Terrorismo Poético e outros Crimes Exemplares“, uma coletânea de devaneios filosóficos/poéticos/anarquistas que já foi postado anteriormente AQUI.

Para mais textos do homem visite este blog, em português, ou esta página, em inglês; ambas contém boa parte da obra do autor e permitem o acesso gratuito à ela.

TODOS OS LINKS ON
Livro: TAZ - Zona Autônoma Temporária
Autor: Hakim Bey

404 kb - pdf



Texto: Sedução dos Zumbis Cibernéticos
Autor: Hakim Bey

54kb - pdf



Livro: Caos - Terrorismo poético e outros crimes exemplares
Autor: Hakim Bey

464kb - rtf

sábado, 26 de março de 2011

O que seria de nós sem o Caos?

Tudo certinho
Tudo arrumadinho
Cada coisinha no seu devido lugar

Cada palavra bem planejada
Cada ato bem pensado
Tudo exatamente bem executado
Cada horário exatamente pontual
Cada item da agenda seguido a risca

Que vida!
Que perfeição! = Tédio
O Caos é tempero
Adrenalina
Sacudida
Quebra o eixo, nos fazendo sentir mais humanos e menos maquinas

O caos nos permite lembrar que somos humanos!

O caos está presente em nossas vidas cotidianamente, e não precisa muito pra perceber que este texto é uma ironia a super ultra mania de perfeição e organização

Não vejo possibilidade de vida sem o caos, "Tirzah".
O que nos faz sair do lugar é a imperfeição e não o equilíbrio perfeito.
O que move, o que impulsiona é a busca por soluções.

Perfeição é inércia, é monotonia, é marasmo...

Nada como o ESTE ser em oposição a AQUELE para as coisas fiquem no seu caos-equilíbrio-caos...
Metade tédio e a outra metade também.

terça-feira, 1 de março de 2011

Sandy é a nova Devassa

Ela é a nova garota propaganda da cerveja Devassa e vai até insinuar um strip-tease e distribuir cerveja em um bar na nova campanha.

O comercial, que vai ao ar nesta noite de terça, mostra Sandy andando sensualmente - de espartilho preto - em um cabaré. Então ela abre a cerveja da marca pressionando a garrafa contra o balcão, em seguida, aparece dançando em um palco, em uma coreografia com uma cadeira.

A escolha de Sandy para representar o camarote porque em 2011 é por causa do lema do camarote é "todo mundo tem um lado Devassa".








LEIA A MATÉRIA

Eu ainda estou em choque, é realmente o fim do mundo!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Amor

Processos químicos projetados em prédios , fontes secas, chafarizes de gente, impostômetro, caos no metrô, ácido úrico, influenza, surfistas de “pipa”, terrorismo poético, zona leste, norte, sul, oeste, amor, amigos achados e perdidos e outros que não valem nada, caracóis de fila e o amanhecer.
Cabeça cheia de pensamentos de olho no futuro mas com a sombra do passado.