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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A História sem Fim - Michael Ende

A História Sem Fim (1979) de Michael Ende, um autor simplesmente incrível por não diminuir seu leitor por sua obra ser destinada principalmente ao público infantil e juvenil. Michael Ende instiga seu leitor, cria novos mundos e nos faz viajar e querer ler mais e mais de suas histórias fascinantes, ricas.

Para entender a ideia de A História Sem Fim é preciso entender o livro em si:

É dividido em duas cores: vermelha e verde. A primeira para quando Bastian Baltasar Bux está em seu mundo comum e sem graça e a segunda para quando ele está no mundo de Fantasia, lendo o livro e, assim, participando de sua criação, afinal uma história só existe para o leitor se for lida.

Há 26 capítulos e uma “introdução”, quando Bastian encontra o Sr. Karl Konrad Koreander, o menino fugia de outros que queriam bater nele, e, para se esconder, tanto deles quanto da chuva, entra na loja “Alfarrabista” – note que a primeira página é em verde, a seguinte passa a ser em vermelho. Bem, e por que exatamente 26 capítulos? Simples, um para cada letra do alfabeto, isso mesmo, cada um inicia com uma grande letra – separada em uma página – que dá continuidade ao parágrafo, essa letra vem acompanhada por desenhos dos personagens que aparecerão naquele capítulo.

“As paixões humanas são misteriosas, e as das crianças não o são menos que a dos adultos. As pessoas que as experimentam não as sabem explicar, e as que nunca viveram não as podem compreender.
A paixão de Bastian Baltasar Bux eram os livros”

O menino se vê encantado pelo livro que o Sr. Koreander está lendo, e assim, logo que o homem sai, ele rouba o livro. Agora era um ladrão. Não poderia voltar para casa. Ninguém notaria sua falta, mesmo. Bastian se esconde no sótão da escola, não teria mais a obrigação de frequentar as aulas, afinal era um fugitivo.

O livro que Bastian tem, começa com a ida de alguns seres, mensageiros, para a Torre de Marfim, eles precisam contar à Imperatriz Menina que algo estranho está acontecendo: O Nada está invadindo algumas partes de Fantasia! Mas quando chegam, percebem, pelo número de mensageiros, que Fantasia está tomada pelo Nada. Seres caem, ou mesmo se jogam, pois aquele grande Nada as atrai, alguns até mesmo colocam apenas uma parte do corpo e esta some.

“É como se uma pessoa ficasse cega, quando olhasse para esse lugar, não é?”

A Imperatriz Menina, que está definhando, manda o pequeno Atreiú para que ajude na grande busca do que pode salvar tudo e todos... mas, o que ele precisa encontrar? Ao menos carrega no pescoço o “Brilho”, o símbolo da Imperatriz ­– para quem não o conhece, AURIN -, “um amuleto de ouro, representando duas serpentes, uma clara e outra escura, que mordiam a cauda uma da outra, formando uma figura oval” e, assim como você, leitor, deve ter feito agora, Bastian também o fez, analisou a capa do livro que tinha nas mãos.

Durante a jornada de Atreiú, que sofre altos e baixos, perde seu grande amigo no Pântano da Tristeza, o cavalinho Artax, uma das cenas mais tristes. Muitas aventuras serão intensamente vividas. Atreiú, Bastian e para quem mais acompanha a história, Fuchur, o Dragão Branco da Sorte, chega para ajudar a enfrentar todos os perigos e levar os leitores pelos céus de Fantasia.

Em alguns pontos – quando Bastian para de acompanhar a história para comer, ir ao banheiro (muito importante!), ou fazer algum comentário – as cores de sua vida tornam-se vermelhas.

A História Sem Fim é a história perfeita, escrita pelo Mestre Michael Ende (1929-1995), um livro impossível de ser largado, impossível de ser lido apenas uma vez. Então, viaje por esta história fantástica!

Livro: A História sem Fim
Autor: Michael Ende
Editora: Martins Fontes
Tradução de Maria do Carmo Cary
Ano: 2001
Páginas: 392
Formato: Doc. Word - 1.155kb
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Curiosidades:

* Stratovarius tem uma música chamada “Fantasia” inspirada no filme:

* Neste mesmo filme o nome do Dragão Branco da Sorte, Fuchur, muda para Falkor;
* Os filmes não contam nem 10% da magia da história;
* O nome Mundo de Fantas foi inspirado neste livro.

“Mas essa é uma outra história que fica pra outra ocasião”.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Book "When Nietzsche wept": quotes commented

1. "I have a reason to live and I can face any how."

When we find meaning in life bracing ourselves for the difficulties. Small failures become tolerable in the name of the great victories.

2. "Normally, this is not the question asked is important."

This shows the revelatory force of silence, the silence precisely true, since the resignation of words does not always confer legitimacy to silence.

3. "Thoughts are the shadows of our feelings: always darker, empty and simple."

Contrary to this assertion, our western society overemphasizes the intellect, reason, thinking, and underestimates the emotions, intuition, feeling.

4. "What good is a book that transports us beyond all the books?"

I wish if we read all that results in a transcendental purpose in our lives, but it must also be open to such a perspective.

5. "The important thing is the courage to be ourselves."

Take our own unique self in the face of interference and multiplicity of all the "other" is not an easy task and requires a truly courageous.

6. "Do not nobody love: love is actually the good feelings that this love produces. Love is a desire and not what you want. "

It is possible to separate the desire of the desired? The desire itself, without the unwanted, become somewhat abstract, metaphysical, emptied, and therefore unable to please?

7. "The best tree ascends to greater heights and plunges its roots deeper."

A good metaphor to highlight the proportional dimensions of the development, warning that the expansion of outward growth requires proper depth inside.

8. "These are idle thoughts ... is not a plan. "

It is apparently difficult to distinguish an idle thought of something deliberately planned. It would be a matter of content, substance and scope of planning?

9. "I dream of a love in which two people share a passion together to seek a higher truth. Perhaps his real name is friendship. "

Love, in this sense, it would be par excellence the radicalization of friendship. Would the friendship shared in all its fullness, magic and expression.

10. "Die at the right time! Live while living! Death loses its terror when it dies after consumed his life! "

If we do not do justice to his life, death can still kill us in life. Every moment lived before death must be full of life and devoid of death.

Book: When Nietzche wept
Autor: Irvin D. Yalon

sábado, 20 de março de 2010

TP de Hankin Bey

Trecho do Livro: Caos - Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares - Escrito por Hakim Bey
ESTRANHAS DANÇAS NOS SAGUÕES de Bancos 24 Horas. Shows pirotécnicos não autorizados. Arte terrestre, trabalhos-telúricos como bizarros artefatos alienígenas espalhados em Parques Nacionais. Arrombe casas mas, ao invés de roubar, deixe objetos Poético-Terroristas.

Rapte alguém e faça-o feliz. Escolha alguém aleatoriamente e convença-o de que ele é herdeiro de uma enorme, fantástica e inútil fortuna: digamos 8000 quilômetros quadrados da Antártida, ou um velho elefante de circo, ou um orfanato em Bombaí, ou uma coleção de manuscritos alquímicos. Mais tarde, ele irá dar-se conta de que acreditou por alguns poucos momentos em algo extraordinário, e talvez, como resultado, seja levado a buscar uma forma mais intensa de viver.

Organize uma greve em sua escola ou local de trabalho, com a justificativa de que não estão sendo satisfeitas suas necessidades de indolência e beleza espiritual.
A Arte do grafitti emprestou alguma graça à metrôs horrendos e rígidos monumentos públicos. A arte Poético-Terrorista também pode ser criada para locais públicos: poemas rabiscados em banheiros de tribunais, arte xerocada distribuída sob limpadores de pára-brisa de carros estacionados, Slogans em Letras Grandes grudados em muros de playgrounds, cartas anônimas enviadas a destinatários aleatórios ou escolhidos (fraude postal), transmissões piratas de rádio, cimento fresco...
A reação da audiência ou o choque estético produzido pelo Terrorismo Poético deve ser pelo menos tão forte quanto a emoção do terror: nojo poderoso, admiração supersticiosa, inspiração intuitiva repentina, angústia dadaísta - não importa se o Terrorismo Poético é direcionado a uma ou a várias pessoas, não importa se é "assinado" ou anônimo; se ele não muda a vida de alguém (além da do artista), ele falhou.

O Terrorismo Poético é um ato em um Teatro de Crueldade que não tem palco, nem assentos, ingressos ou paredes. Para funcionar, o TP deve ser categoricamente divorciado de todas as estruturas convencionais de consumo de arte (galerias, publicações, mídia). Mesmo as táticas guerrilheiras Situacionistas de teatro de rua já estão muito bem conhecidas e esperadas, atualmente.

Uma requintada sedução levada adiante não apenas pela satisfação mútua, mas também como um ato consciente por uma vida deliberademente mais bela: este pode ser o Terrorismo Poético definitivo. O Terrorista Poético comporta-se como um aproveitador barato cuja meta não é dinheiro, mas MUDANÇA.

Não faça TP para outros artistas, faça-o para pessoas que não perceberão (pelo menos por alguns momentos) que o que acabaste de fazer é arte. Evite categorias artísticas reconhecidas, evite a política, não fique por perto para discutir, não seja sentimental; seja impiedoso, corra riscos, vandalize apenas o que precisa ser desfigurado, faça algo que as crianças lembrarão pelo resto da vida - mas só seja espontâneo quando a Musa do TP tenha te possuído.

Fantasia-te. Deixa um nome falso. Seja lendário. O melhor TP é contra a lei, mas não seja pego. Arte como crime; crime como arte.

Livro: Caos - Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares
Autor: Hakim Bey
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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Crime e Castigo - Qual a grandeza da sua alma?

“Em um maravilhoso entardecer de julho, extraordinariamente cálido, um rapaz deixou o quarto que ocupava no sótão...” Assim se inicia um dos romances mais tensos da literatura universal. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski, apresenta a Rússia do século XIX, com suas tragédias e misérias.

O narrador constrói diversos “heróis”, todos envoltos por uma névoa dramática: o bêbado que apanha da mulher, a esposa tuberculosa, as crianças que choram de fome num triste cubículo iluminado por uma réstia de luz, a prostituta que conserva a pureza de alma, as senhoras assassinadas e o homicida.

Os tipos humanos que surgem neste romance são indivíduos fragmentados, cujos destroços estão imersos nas palavras que têm para contar, expondo mazelas sociais e psicológicas, que revelam seres desgraçados, na iminência de um colapso. Todos exigem vozes e o narrador, fiel a suas criaturas, atende a esse desejo e entrega aos personagens as rédeas da narrativa. É a polifonia discursiva. Não estamos diante de um romance em que podemos proceder à caracterização das personagens pelo grau de importância na trama. Todos são principais, desesperados em iguais parcelas, mas apenas um é o mais corajoso, somente uma das personagens terá a ousadia de gritar mais alto e transgredir o mandamento divino: não matar. Esse é Raskolnikov.

Escrito no século XIX, Crime e Castigo continua atual, pois trata de temas intrínsecos ao homem: o erro, a culpa, o castigo e o perdão. Assuntos presentes em todas as épocas, que permeiam nossa cultura ocidental e todos os nossos atos. Afinal, como agiríamos se não nos sentíssemos culpados desde o primeiro dia de vida? O que não faríamos neste exato momento se não existissem leis supostamente superiores a nós, se tivéssemos a certeza da inexistência do castigo? Em suma, será que sobreviveríamos se não acreditássemos que há, de fato, o perdão? Questões cujas respostas, de tão estarrecedoras, não podem ser ditas ou pensadas. Não sem a culpa. E essas indagações, que a história eventualmente suscita, fazem da narrativa uma obra aberta e que satisfaz ao desejo ancestral de toda produção literária: o objetivo máximo de fazer com que o leitor pense e reflita. Um exercício de inteligência.

Livro: Crime e Castigo
Autor: Fiódor Dostoievski
Idioma: Português
Formato: .pdf
Nº de páginas: 589
Tamanho: 2,83 mb
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sábado, 21 de novembro de 2009

Livros que mudam sua vida e não são de auto-ajuda:

"Os Sofrimentos do Jovem Werther" - Goethe - o amor de um homem por uma mulher precisa ter "impeto e tempestade"

"Os Miseráveis" - Vitor Hugo - literatura de alta classe

"Cândido, ou do otimismo" - Voltaire - ensina o que é realmente importante na vida: cultivar nosso jardim.

"Noche escura" - São João da Cruz - misticismo e poesia para curar qualquer alma.

"A Desobediência Civil" (detalhes e download) - Thoreau - um livro que inspirou Ghandi e Luther King também vai inspirar você. Ensina que acima do Estado existem os cidadãos e estes são os que realmente mandam.

"O Príncipe" - Maquiavel - em especial foi comentado por Napoleão. É o primeiro da minha trilogia sobre a vida em sociedade: a arte de lidar com o poder e o que ele traz.

"A Arte da Prudência" - Baltazar Grácian - o segundo da trilogia sobre a vida em sociedade: a arte de lidar com as pessoas para, mais do que impressionar, conquistá-las.

"A Arte de Amar" - Ovídio - o terceiro livro sobre a vida em sociedade: a arte de lidar com o sexo oposto com leveza e prazer.

"A Idade da Razão" - JP Sartre - realmente não se sabe o quê, mas este livro muda o modo como vemos o mundo e nosso próprio eu.

"Esaú e Jacó" - Machado de Assis - é um romance; é uma crõnica política; é um retrato do Brasil.

"Comédia da Vida Privada" - LF Veríssimo - porque a vida precisa de leveza.

"A Vida como ela é" - Nelson Rodrigues - porque talvez a vida seja realmente assim.

>> Não necessáriamente nesta ordem <<

domingo, 16 de agosto de 2009

A Desobediência Civil

A Desobediência Civil é e continuará a ser o livro-guia de todos os que, aqui e agora, têm consciência das injustiças a que estão sujeitas as minorias, num tempo em que os cidadãos são incitados a prestar culto ao dinheiro, porque o Estado sabe, como Thoreau denuncia, que o dinheiro silencia muitas perguntas que o homem de outro modo seria obrigado a fazer.

Martin Luther King leu e releu A Desobediência Civil e nela aprendeu a estratégia da não-violência; Gandhi trazia sempre um exemplar na bagagem e leu outros ensaios do autor; Tolstoi aprendeu também em Thoreau a desobedecer e a organizar a resistência ao poder.

O segundo texto de Thoreau, sobre John Brown, é límpido, torrencial, violento, mas profundamente humano e poético. A revolta é nele a consequência lógica dum desejo de harmonia.

A Desobediência Civil ensina que acima do Estado existem os cidadãos e estes são os que realmente mandam.

DESOBEDECER É TUDO DE BOM

Livro: A Desobediência Cívil
Autor: Henry David Thoreau
Formato pdf - 49,29KB
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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Da­vid Lod­ge ana­li­sa “La­ran­ja Me­câ­ni­ca”

As re­se­nhas qua­se sem­pre bri­lhan­tes de Da­vid Lod­ge sa­em em li­vro: “A Ar­te da Fic­ção” (L&PM, 245 pá­gi­nas). A es­cri­to­ra A. S. Byatt diz, com acer­to: “Os tex­tos de Lod­ge são úte­is, des­pre­ten­si­o­sos, aces­sí­veis. ‘A Ar­te da Fic­ção’ é um li­vro pa­ra se con­sul­tar mui­tas e mui­tas ve­zes”. Dis­cor­do de que se­jam “des­pre­ten­si­o­sos”, por­que, em ter­mos de li­te­ra­tu­ra, só de­vem ser le­va­dos a sé­rio tra­ba­lhos pre­ten­si­o­sos. Lod­ge exa­mi­na o ro­man­ce “La­ran­ja Me­câ­ni­ca”, de An­thony Bur­gess: “O lei­tor so­fre uma es­pé­cie de con­di­cio­na­men­to pav­lo­vi­a­no, mas com um re­for­ço po­si­ti­vo (a pos­si­bi­li­da­de de acom­pa­nhar a his­tó­ria) em vez de pu­ni­ções. A lin­gua­gem es­ti­li­za­da man­tém os cri­mes he­di­on­dos que são des­cri­tos a uma cer­ta dis­tân­cia es­té­ti­ca e evi­ta que fi­que­mos mui­to cho­ca­dos — ou mui­to em­pol­ga­dos — com a vi­o­lên­cia”.

Livro: A Arte da Ficção
Autor: David Lodge
L&PM Editores
246 páginas

sexta-feira, 17 de julho de 2009

As Brumas de Avalon

LIVRO

As Brumas de Avalon (4 volumes) é um dos mais fantásticos épicos medievais alguma vez escrito, no qual Marion Zimmer Bradley recria as lendas arturianas, desta vez narrado através do olhar das mulheres que, por detrás do trono, governaram os próprios actos masculinos e foram as verdadeiras detentoras do poder.

Num universo paralelo à Grã-Bretanha celta, a enigmática ilha de Avalon é a guardiã dos grandes mistérios eternos e sagrados. E os que estão destinados a viver nos dois mundos são, passo a passo, confrontados com as antigas tradições ligadas à Natureza, e às suas forças obscuras, e à nova fé cristã que procura espalhar-se no território.

No centro de A Senhora da Magia, primeiro dos quatro volumes desta saga, está Morgaine, a meia-irmã de Arthur, que se encontra num processo de iniciação para se tornar Grã-Sacerdotisa de Avalon. O seu grande objectivo é afastar a Bretanha da nova religião que encara a mulher como portadora do pecado original, ao mesmo tempo que desenvolve todos os esforços para colocar o seu meio-irmão no poder, como símbolo e líder da Bretanha unificada, sob a égide de Avalon e da Espada Mágica, Excalibur.

Num ambiente verdadeiramente mágico de paganismo, cristianismo, rituais mágicos e visões, sensualidade e realidade, A Senhora da Magia introduz-nos no mundo lendário do Rei Arthur, dos Cavaleiros da Távola Redonda e das Cruzadas. É o olhar feminino sobre o tempo da busca da paz e da unificação da Bretanha: cheio de inesperadas cintilações e magias, repleto de penumbras, brumas e rituais femininos. Uma perspectiva alucinante e vertiginosa de uma época onde tudo era possível através dos poderes das mulheres.

Livro: As Brumas de Avalon - 4 volumes
Autor: Marion Zimmer Bradley


FILME
A lenda do rei Arthur e dos cavaleiros da Távola Redonda é contada sob uma nova visão em As Brumas de Avalon, filme adaptado do best seller homônimo de Marion Zimmer Bradley que causou estrondo ao ser lançado, na década de 80, por tratar de ocultismo e abordar a bruxaria.
O cenário permitiu imagens estonteantes. O local escolhido para as filmagens foi Praga. O pano de fundo visual caracteriza fielmente a época da história com formações rochosas, primitivas e antigas características da Europa.
Ao contrário de outros filmes que inseriram a apaixonante história do rei Arthur no século 13, o filme acontece entre os anos 600 e 700 D.C.., durante a chamada idade das trevas, logo após os romanos deixarem a Grã Bretanha.
Cristãos e pagãos vivem em conflitos. Fé e espiritualidade colidem. Avalon é uma ilha mágica, vista somente por mulheres que possuem a visão para enxergá-la. De lá, surgem feiticeiras poderosas capazes de mudar o destino de qualquer pessoa. Tudo sob as bênçãos da Grande Deusa, entidade idolatrada pelas iniciadas em bruxaria.
A história cavalga entre mágicas de amor, encontros, desencontros, paixões, sofrimentos, traição, casais predestinados, pecado, luxúria e amores proibidos. Anjelica Huston é Viviane, a grã sacerdotisa, tia de Arthur e Dama do Lago, que dedica toda a sua atenção à natureza e venera o lado mágico da vida. Seus poderes supremos aliados ao do Mago Merlim ajudarão Arthur a firmar se no trono. Mas sua oferenda à Grande Deusa já foi feita.
Arthur é coroado o grande rei da Bretanha. Julianna Magules é Morgaine, meia irmã do rei, a futura sucessora da linhagem mágica. A Grande Deusa, invocada pelas rezas de Viviane, faz com que Arthur e sua irmã, Morgaine, participem de um ritual mágico de acasalamento, no qual ambos permanecem com os rostos cobertos. Sem saber quem é sua parceira, o rei se apaixona pela irmã. O fruto desse amor, Mordred, pode servir aos propósitos da Grande Deusa: um homem com sangue mágico, capaz de governar Avalon.
Com o transcorrer do tempo, o reino terá que lidar com diversas armadilhas, maldições e falsidades vindas da invejosa e vingativa irmã de Viviane, Morgause (interpretada por Joan Allen). Ela será a responsável pelas tragédias ocorridas com Morgaine, a família real, Avalon e a Inglaterra. Suas atitudes e seu obstinado desejo de colocar um homem de seu sangue no trono deturpam a personalidade do então doce Mordred. Longe da mãe, ele se transforma num monstro impiedoso capaz de cometer terríveis barbáries. Até seu pai vira alvo.
Paralelamente à trama, há o choque entre duas diferentes religiões: o misticismo da antiga cultura inglesa e a luta incessante para vencer o catolicismo que, aos poucos, é implantado na ilha pelos romanos. A força das mulheres de Avalon é poderosa, capaz de perpetuar os antigos ritos por meio de sua paixão e determinação à Grande Deusa. As narrativas que envolvem a magia e o misticismo, freqüentes na Idade Média, estão em alta. O filme O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel aborda o mesmo tema num mundo sugestivamente chamado de Terra média: a luta do bem contra o mal para firmar se no poder. Tudo, é claro, regado a poderes sobrenaturais.

domingo, 5 de julho de 2009

Coleção Crônicas Saxônicas - de Bernard Cornwell

As Crônicas Saxônicas é uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Aqui, o autor Bernard Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings. Pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfred, rei de Wessex, e ís lutas entre ingleses e dinamarqueses e entre cristãos e pagãos.

O ÚLTIMO REINO
No meio da invasão dinamarquesa à ilha britânica, Uhtred fica orfão, então com 10 anos, e é capturado pelos dinamarqueses. Foi tratado como um filho pelo earl Ragnar, seu único motivo para permanecer entre os nórdicos. Quando Ragnar e toda a sua família é assassinada (exceto seu filho Ragnar, o Jovem) por causa de uma rixa de sangue, Uhtred sobrevive e vê como única saída retornar aos ingleses.
Com o casamento arranjado com Mildrith, Uhtred fica preso aos ingleses e ao então Rei Alfredo. Ele então se sente indeciso entre apoiar a invasão dos nórdicos ou ajudar o Rei Alfredo a manter Wessex, o último reino, livre. À quem Uhtred deve lealdade, ao povo nórdico que o acolheu e lhe ensinou o modo de vida que prefere, ou à Alfredo, os ingleses e seus padres?

O último reino conta a história de como o destino torna Uhtred um poderoso guerreiro e o restante da coleção crônicas saxônicas promete contar toda a história deste herói criado por Bernard Cornwell.
Coleção Crônicas Saxônicas
Livro 01: O Último Reino
Formato: PDF
Tamanho: 1,3 mb

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O CAVALEIRO DA MORTE
Neste segundo livro, Bernard Cornwell, narra aos olhos de Uhtred como os dinamarqueses, trazendo seus grandes navios, conseguiram dominar a ilha quase que em sua totalidade. Até o presente momento os dinamarqueses já haviam conquistado a Nortúmbria, a Mércia - parte central da ilha e a Ânglia Oriental. Mas ainda faltava o reino mais rico e poderoso entre todos na Ilha, Wessex. Wessex era o reino mais próspero na Ilha entre todos e era governado por Alfredo, O Grande - que viveu entre 849 e 899. Apesar de estar na história como o grande defensor da Inglaterra contra a fúria dos vikings, o autor prefere descrevê-lo como um rei-clérigo. Sempre rodeado por uma horda de padres e sempre inclausurado escrevendo. Pois bem, como Wessex era o mais rico, ele era o principal objetivo das invasões. Então de surpresa, os vikings atacam o reino e Alfredo e sua familia são obrigados a fugir para uma região pantanosa. E lá Uhtred acaba encontrando o rei Alfredo e de lá eles organizam uma força de defesa, chamada de fyrd. O Fyrd era uma força formada por senhores e homens do campo. Naquela época, na Ilha e assim como em quase toda a Europa, não existiam reino vastos e fortes o bastante para terem os seus próprios exércitos, então havia o fyrd, formado por homens do campo despreparados, sem armas adequadas para a luta e que eram obrigados a abandonar a suas famílias e irem para as guerras as quais eram convocados. O rei Alfredo, dentro do pantano, juntamente com Uhtred, convoca o fyrd esperando afugentar os vikings de suas terras.
Coleção Crônicas Saxônicas
Livro 02: O Cavaleiro da Morte
Formato: PDF
Tamanho: 2,0 mb

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OS SENHORES DO NORTE
O ano é 878 e o reino de Wessex de Alfredo está livre dos vikings. Agora, Uhtred precisa voltar ao norte para vingar a morte do pai adotivo e resgatar a irmã. Para isso, terá de enfrentar seu velho inimigo, Kjartan, um renegado chefe dinamarquês que espreita na formidável fortaleza de Dunholm.

Para Uhtred, a esperança reside na espada. Em seu caminho, encontrará rebelião, caos e medo, e terá como companhia uma freira saxã que deixou para trás a vocação religiosa. Em nome do poder, o jovem da Notúmbria será traído por um de seus aliados, se tornando escravo... e contará com a inesperada ajuda daquele que um dia odiou.

Os Senhores do Norte é o terceiro volume das Crônicas Saxônicas, série que apresenta o lendário rei Alfredo, o Grande, e seus descendentes, narrando a criação da Inglaterra que hoje conhecemos. Uma história poderosa feia de traição, romance e luta, numa região de conflitos, levantes e glória onde Uhtred, um nortumbriano criado como viking, homem sem terras, guerreiro sem país, se tornou herói.
Coleção Crônicas Saxônicas
Livro 03: Os Senhores do Norte
Formato: PDF
Tamanho: 1,6 mb

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A CANÇÃO DA ESPADA
Uhtred, agora jurado a Alfredo de Wessex e senhor de terras em Coccham, guerreiro mais importante do rei, ainda se vê em dúvida quanto ao seu destino: unir-se aos vikings ou manter-se fiel aos juramentos que fez até poder voltar à Nortúmbria, sua terra natal?

Ainda acreditando ser rei por direito, Æthelwold, sobrinho de Alfredo, convence Uhtred a visitar um suposto morto que, com o devido sacrifício, volta do Niflheim para contar a quem o chamou os desejos das Nornas. A encenação é, na verdade, uma artimanha de Haesten, senhor escravizado por frísios, libertado por Uhtred e agora earl nórdico. A mensagem era de que Uhtred seria rei de Mércia, reino então sem senhor, mas sob influência de Alfredo. Uhtred acompanha Haesten até Lundene, aonde conhece os irmãos Erik e Sigefrid Thurgilson, noruegueses que trouxeram um exército por mar para devastar Wessex.

As pretensões de Uhtred se esvaem quando ele vê que Erik e Sigefrid têm como prisioneiro um antigo amigo seu, o padre galês Pyrlig, que já fora soldado. Após convencer Sigefrid a lutar com o padre para definir seu destino, resultando na vitória de Pyrlig, Uhtred volta para casa prometendo retomar a conversa com os irmãos. No entanto, mantém seu juramento a Alfredo e recebe ordens de tomar Lundene das mãos dos nórdicos. A tática de Uhtred mostra-se eficaz e, furtivamente, ele penetra as defesas internas da cidade e mantém os invasores fora dos portões, levando-os ao encontro das forças de Æthelred, senhor da Mércia e seu desafeto, além de marido da filha de Alfredo, Æthelflaed. A cidade é tomada, mas Uhtred, pagão e conhecido amigo dos dinamarqueses, deixa Haesten, Erik e Sigefrid escaparem de volta a Beamfleot, na Ânglia Oriental, sob domínio do dinamarquês convertido cristão Guthrum (agora rei Æthelstan), que não faz nada para evitar a ameaça nórdica.

Os nórdicos vão ganhando força e reúnem muitos navios que aterrorizam o rio Temes. Æthelred é enviado para punir Guthrum, mas fracassa e sua mulher é sequestrada. A filha do rei gera perspectiva de um enorme resgate por parte de Wessex, o que reúne ainda mais homens sedentos por espólio em Beamfleot. Uhtred é enviado para negociar o preço, e aproveita para descobrir o tamanho do exército reunido e avaliar suas defesas. No acampamento inimigo ele descobre que Erik e Æthelflaed se apaixonaram, e pedem que ele os ajude a escapar dali, indo para a Nortúmbria, sob proteção do amigo de Uhtred, Ragnar, em Dunholm; Wessex ficaria segura e permaneceria rica, Alfredo continuaria rei, mas não veria a filha. Tudo isso é combinado sem conhecimento nem consentimento dos demais líderes. Uhtred seria responsável por permitir a fuga, liberando o canal da cidade para o navio dos amantes.

O que acontece, no entanto, é uma traição por parte de Haesten, que captura Æthelflaed e pretende fugir com ela e seu exército, no que é impedido pelos homens de Uhtred, Sigefrid e Erik, saxões e nórdicos, unidos pela mesma causa. Haesten é derrotado e Sigefrid exige que a filha do rei seja devolvida a ele, para que receba o resgate devido, mas Erik o impede, revelando a traição contra o irmão. Os dinamarqueses lutam entre si e Sigefrid mata o irmão, deixando Æthelflaed desolada. Uhtred promete deixar que os dinamarqueses que o ajudaram a resgatá-la vivam. A guerra ainda não foi vencida, mas Wessex permanece rica, porém ameaçada, e com um rei, Alfredo.
Coleção Crônicas Saxônicas
Livro 04: A Canção da Espada
Formato: PDF
Tamanho: 1,6 mb


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TERRA EM CHAMAS
A narrativa se inicia com a invasão a Cent de Harald Cabelo de Sangue, líder de um extenso exército viking. Após tentativas vãs de conter o avanço dos invasores, por parte do aetheling Eduardo e de Aethelred, Alfredo convoca Uhtred para enfrentar Harald. Uhtred impõe uma pesada derrota aos nórdicos na batalha de Faernehamme e restabelece a paz em Wessex, mas vê seu primo Aethelred ficar com a maior parte dos créditos pela vitória. Nesse mesmo dia, recebe a notícia da morte de sua esposa Gisela durante um parto.

De volta a Lundene, Uhtred é envolvido em um incidente com um dos monges de Alfredo e acaba se vendo obrigado a abandonar Wessex e seu juramento para com o rei. Acompanhado da maioria de seus homens e auxiliado por seu amigo Ragnar, torna-se um viking, sonhando em fazer fortuna para, assim, montar seu próprio exército e reconquistar Bebbanburg.
Coleção Crônicas Saxônicas
Livro 05: Terra em Chamas
Download ainda indisponível

quinta-feira, 13 de março de 2008

O Encontro da Revolução com a História


Quando grande parte da esquerda perdeu de vista o horizonte de uma sociedade socialista, Valério Arcary retoma com força os pressupostos marxistas que podem pavimentar os caminhos para uma efetiva transformação social. Em “O Encontro da Revolução com a História”, Arcary nos lembra que a história do século XX está repleta de revoluções.
As insurreições que sacudiram a América Latina na primeira década deste século vieram desmentir os que se apressaram em apregoar o fim da história. A restauração do capitalismo na União Soviética e no Leste Europeu não significou que os problemas do mundo atual estejam resolvidos. Ao contrário, os limites da sociedade capitalista se mostram evidentes no crescimento da miséria, do desemprego, da poluição e da existência de guerras constantes.
O reencontro da revolução com a história ainda é possível e, mais, é necessário. Portanto, Arcary procura resgatar os principais temas e polêmicas debatidas pela esquerda socialista. O papel do partido político como aglutinador das lutas corporativas sociais. O papel do Estado na tomada de poder. A relação dos partidos operários com as democracias liberais. Essas e outras questões precisam ser debatidas por todos aqueles que ainda acreditam no projeto socialista.
Não está entre as intenções do autor apontar a estrada segura para a revolução. No entanto, sem a superação desses problemas teóricos, torna-se muito difícil o avanço da classe trabalhadora. Não que eu Cinthia seja esquerdista, mas acho legal o modo como Arcary, assim destaca neste livro, que a revolução é e será sempre obra das mãos humanas.

Livro: O Encontro da Revolução com a História
Autor: Valério Arcary
Edição Conjunta: Xamã Editora e instituto José Luis e Rosa Sundermann