* Família;
* Trabalho;
* Escola;
* Grupos de pares;
* Veículos de Comunicação em Massa;
* Baile da Terceira Idade;
* ...
Putz!!! É bizarro como nunca deixam de agir ao longo da vida do indivíduo...
sábado, 26 de julho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
O que sou a partir da Teoria do Diagonal?
Villa-Lobos nos trouxe a Teoria do Diagonal, onde, comparando-se a um plano cartesiano, o eixo x seria a massa, o eixo y seria o público e uma reta qualquer que cortasse os dois eixos em diagonal seria o povo. Sabendo-se destes dados, o que sou a partir da Teoria do Diagonal? A solução é muito simples para uns, não sendo o meu caso, tenho eu achado bastante complexa de se responder de imediato.
Analisando de uma forma que procuro focalizar público, massa e povo individualmente, sou pertencente a cada um deles, porém de uma maneira diferente a cada instante. Um bom exemplo de quando sou público é no instante em que poderia estar "lendo" um livro escrito em chinês sobre um assunto qualquer. Observa-se que, claramente não falo chinês e quem sabe um dia poderia ler um livro nessa língua e entender o que se passa no enredo. Logicamente, este é apenas um exemplo e não um fato concreto.
O momento em que sou massa, este parece não existir, porque massa é sempre massa. Poderia até ser citado o instante em que alguém, por exemplo, sai de um edifício no centro da cidade e, num segundo integra-se às pessoas que andam pelas calçadas; aquela "massa homogênea" em que não se observam as diferenças de cada indivíduo e sim a consciência de que somos todos iguais. Mas o momento em que sou povo, este já é, de opinião minha, um pouco diferente. Se o povo é uma reta diagonal que corta o público e a massa, há dois pontos em que toca em qualquer outro de cada eixo. É essa a diferença. O público sempre será uma constante, assim como a massa. Mas apesar de ser também uma constante em diagonal, o povo pode "deslocar-se" para a direita ou esquerda, tendo também seus pontos negativos e positivos e ser capaz de estar em um e outro ao mesmo tempo. Este é o que, por um momento, pode-se comparar à vida dos indivíduos e, apesar das diferenças, sou um pouco de cada um.
Analisando de uma forma que procuro focalizar público, massa e povo individualmente, sou pertencente a cada um deles, porém de uma maneira diferente a cada instante. Um bom exemplo de quando sou público é no instante em que poderia estar "lendo" um livro escrito em chinês sobre um assunto qualquer. Observa-se que, claramente não falo chinês e quem sabe um dia poderia ler um livro nessa língua e entender o que se passa no enredo. Logicamente, este é apenas um exemplo e não um fato concreto.
O momento em que sou massa, este parece não existir, porque massa é sempre massa. Poderia até ser citado o instante em que alguém, por exemplo, sai de um edifício no centro da cidade e, num segundo integra-se às pessoas que andam pelas calçadas; aquela "massa homogênea" em que não se observam as diferenças de cada indivíduo e sim a consciência de que somos todos iguais. Mas o momento em que sou povo, este já é, de opinião minha, um pouco diferente. Se o povo é uma reta diagonal que corta o público e a massa, há dois pontos em que toca em qualquer outro de cada eixo. É essa a diferença. O público sempre será uma constante, assim como a massa. Mas apesar de ser também uma constante em diagonal, o povo pode "deslocar-se" para a direita ou esquerda, tendo também seus pontos negativos e positivos e ser capaz de estar em um e outro ao mesmo tempo. Este é o que, por um momento, pode-se comparar à vida dos indivíduos e, apesar das diferenças, sou um pouco de cada um.
Categoria
Diversos
domingo, 13 de abril de 2008
Contra Aminésia
Há momentos em que a vida parece completamente impossível. Todos os sonhos de rebeldia são anestesiados. A sede pela revolta contra a sociedade do espetáculo vomita futilidade, mão aberta porém vazia. Todos aqueles altos papos que varavam a noite, as derivas e perambuladas daqueles cujos pensamentos eram embebidos em aventura: começam a parecer bobos e vazios. Você chega a conclusão de que nada está sendo alcançado - nem destruição nem criação lhe atrai mais. Você abandona sua própria imaginação e retorna a velha armadilha do medo. O idiota existencial toma conta de sua cabeça.
Este é o ponto onde a miséria dessa sociedade se completa. Essa sociedade que se fortalece com o enfraquecimento do indivíduo - o indivíduo desaparece quando se dobra à essa miséria de espírito. Você começa a aceitar as limitações impostas pela sociedade com se fossem suas. Vivenciar começa a significar se repetir. Você começa a sentir que não consegue revidar, que não consegue se rebelar: cada gesto seu da lugar à estupefação. A paixão é pacificada. O desejo é racionalizado. O proibido continua proibido.
Este extremo momento de miséria marca nada menos do que a vitória da amnésia. O abandono das aventuras da vida é a barracota para quem esqueceu todas as rebeliões e os desejos de revolta anteriores. Se lembrar deixa de ser um prazer: a miséria momentânea se espalha para todo o passado. Amnésia é essencial para civilizar seres humanos: quando se esquece as possibilidades (a riqueza do passado, do presente e do futuro) se é domesticado, se desaparece.
Amnésia é a colonização da memória. Te obrigam a esquecer tudo sobre rebeldia em sua vida. Numa mente colonizada é menos provável de haver aspirações à revoltas se a memória de rebeldias passadas é suprimida. Desde desenhos feios numa nota de dinheiro a crimes noturnos faz da memória algo precioso ao indivíduo; assim que essas transgressões são esquecidas o presente se torna cada vez menos fértil - o talo da flor é cortado antes dela desabrochar. Você se desespera na ausência de liberdades passadas simplesmente porque o resíduo das liberdades passadas foram purgadas de sua memória.
Quando se pergunta a um rebelde como liberdade é possível o rebelde responde com exemplos de liberdades passadas. O rebelde relembra de eventos, momentos, e momentos de seu passado que marcam rupturas da ordem dominante. Se sabe que liberdade é possível porque todo mundo já vivenciou momentos de liberdade: o gosto do paraíso em nossas bocas. Esquecer isso é fatal. Amnésia pode ser combatida quando constantemente desenterramos nossas memórias, quando constantemente nos tornamos mais e mais conscientes de nossos erros e vitórias. Não, não devemos viver no passado. Mas sejamos cruéis com nosso passado (e com aqueles que nos manteria nele) e ao mesmo tempo gentis com essas mesmas memórias (precavido contra aqueles que querem pintar nossas memórias com cores de impossibilidades e miséria).
Libernautas precisam retornar a seus passados com um buque de flores numa mão e uma faca na outra.
Este é o ponto onde a miséria dessa sociedade se completa. Essa sociedade que se fortalece com o enfraquecimento do indivíduo - o indivíduo desaparece quando se dobra à essa miséria de espírito. Você começa a aceitar as limitações impostas pela sociedade com se fossem suas. Vivenciar começa a significar se repetir. Você começa a sentir que não consegue revidar, que não consegue se rebelar: cada gesto seu da lugar à estupefação. A paixão é pacificada. O desejo é racionalizado. O proibido continua proibido.
Este extremo momento de miséria marca nada menos do que a vitória da amnésia. O abandono das aventuras da vida é a barracota para quem esqueceu todas as rebeliões e os desejos de revolta anteriores. Se lembrar deixa de ser um prazer: a miséria momentânea se espalha para todo o passado. Amnésia é essencial para civilizar seres humanos: quando se esquece as possibilidades (a riqueza do passado, do presente e do futuro) se é domesticado, se desaparece.
Amnésia é a colonização da memória. Te obrigam a esquecer tudo sobre rebeldia em sua vida. Numa mente colonizada é menos provável de haver aspirações à revoltas se a memória de rebeldias passadas é suprimida. Desde desenhos feios numa nota de dinheiro a crimes noturnos faz da memória algo precioso ao indivíduo; assim que essas transgressões são esquecidas o presente se torna cada vez menos fértil - o talo da flor é cortado antes dela desabrochar. Você se desespera na ausência de liberdades passadas simplesmente porque o resíduo das liberdades passadas foram purgadas de sua memória.Quando se pergunta a um rebelde como liberdade é possível o rebelde responde com exemplos de liberdades passadas. O rebelde relembra de eventos, momentos, e momentos de seu passado que marcam rupturas da ordem dominante. Se sabe que liberdade é possível porque todo mundo já vivenciou momentos de liberdade: o gosto do paraíso em nossas bocas. Esquecer isso é fatal. Amnésia pode ser combatida quando constantemente desenterramos nossas memórias, quando constantemente nos tornamos mais e mais conscientes de nossos erros e vitórias. Não, não devemos viver no passado. Mas sejamos cruéis com nosso passado (e com aqueles que nos manteria nele) e ao mesmo tempo gentis com essas mesmas memórias (precavido contra aqueles que querem pintar nossas memórias com cores de impossibilidades e miséria).
Libernautas precisam retornar a seus passados com um buque de flores numa mão e uma faca na outra.
Categoria
Caos
quinta-feira, 13 de março de 2008
O Encontro da Revolução com a História

Quando grande parte da esquerda perdeu de vista o horizonte de uma sociedade socialista, Valério Arcary retoma com força os pressupostos marxistas que podem pavimentar os caminhos para uma efetiva transformação social. Em “O Encontro da Revolução com a História”, Arcary nos lembra que a história do século XX está repleta de revoluções.
As insurreições que sacudiram a América Latina na primeira década deste século vieram desmentir os que se apressaram em apregoar o fim da história. A restauração do capitalismo na União Soviética e no Leste Europeu não significou que os problemas do mundo atual estejam resolvidos. Ao contrário, os limites da sociedade capitalista se mostram evidentes no crescimento da miséria, do desemprego, da poluição e da existência de guerras constantes.
O reencontro da revolução com a história ainda é possível e, mais, é necessário. Portanto, Arcary procura resgatar os principais temas e polêmicas debatidas pela esquerda socialista. O papel do partido político como aglutinador das lutas corporativas sociais. O papel do Estado na tomada de poder. A relação dos partidos operários com as democracias liberais. Essas e outras questões precisam ser debatidas por todos aqueles que ainda acreditam no projeto socialista.
Não está entre as intenções do autor apontar a estrada segura para a revolução. No entanto, sem a superação desses problemas teóricos, torna-se muito difícil o avanço da classe trabalhadora. Não que eu Cinthia seja esquerdista, mas acho legal o modo como Arcary, assim destaca neste livro, que a revolução é e será sempre obra das mãos humanas.
Livro: O Encontro da Revolução com a História
Autor: Valério Arcary
Edição Conjunta: Xamã Editora e instituto José Luis e Rosa Sundermann
Categoria
Livro
quinta-feira, 6 de março de 2008
Permacultura

O que é Permacultura?
Em poucas palavras, dizemos que Permacultura é: um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis. Seus princípios teóricos e práticos são uma síntese das práticas agrícolas e conhecimentos tradicionais e das descobertas da ciência moderna visando o desenvolvimento integrado da propriedade.
A Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.
Em poucas palavras, dizemos que Permacultura é: um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis. Seus princípios teóricos e práticos são uma síntese das práticas agrícolas e conhecimentos tradicionais e das descobertas da ciência moderna visando o desenvolvimento integrado da propriedade.
A Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.
Por que Permacultura?
Porque tendo como base o planejamento consciente, a Permacultura torna possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Quando a ação do permacultor se volta para áreas agrícolas, o resultado é a reversão de situações dramáticas de degradação sócio-ambiental.
Todo sistema permacultural deve evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.
A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.
Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, fundadores da Permacultura nos anos 70, buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade.
Porque tendo como base o planejamento consciente, a Permacultura torna possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Quando a ação do permacultor se volta para áreas agrícolas, o resultado é a reversão de situações dramáticas de degradação sócio-ambiental.
Todo sistema permacultural deve evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.
A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.
Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, fundadores da Permacultura nos anos 70, buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade.
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